EconomiaLula encerra campanha na Paulista apostando em vitória no primeiro turno

Lula encerra campanha na Paulista apostando em vitória no primeiro turno

Receba notícias por email

Banco Master

Banco Central

Por Rose Amantéa

Por Rose Amantéa

Brasília

Brasília

03/10/2026 às 14:19

03/10/2026 às 14:19

Dê de presente

Prefira a Gazeta no Google

Ouça este conteúdo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encerrou neste sábado (3) a campanha à reeleição apostando publicamente em uma vitória já no primeiro turno em ato na Avenida Paulista, em São Paulo. Lula voltou a dizer que está convicto de que vencerá a eleição e convocou os apoiadores a trabalhar até o fechamento das urnas para garantir a vitória.

Antes da chegada de Lula, houve um princípio de confusão entre militantes e policiais militares por causa da posição dos caminhões de som e da necessidade de liberar o trânsito.

O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) havia autorizado a caminhada na véspera, mas condicionara a realização do ato à não obstrução das vias e ao cumprimento das orientações da PM e da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).

Lula incorporou o episódio ao discurso para defender o “resgate” da avenida, que, segundo ele, havia sido apropriada por seus adversários. “A Paulista não é da direita, é do povo brasileiro”, disse. O presidente afirmou ainda que voltaria ao local para comemorar a vitória caso seja reeleito.

Estavam presentes o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), o candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT), a candidata ao Senado Marina Silva (Rede), Simone Tebet (PSB) e outros aliados. Haddad afirmou que o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), havia tentado impedir a manifestação. A realização da caminhada havia sido autorizada pelo TRE-SP por 5 votos a 1.

No discurso, Lula retomou também o caso Banco Master e associou a campanha adversária às investigações envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Disse que seu governo foi responsável pela prisão do que chamou de “quadrilha da Previdência” e afirmou que “a cada hora aparece uma coisa nova” sobre o caso Master. Em seguida, acrescentou: “Só falta aparecer quem participou da orgia”.

VEJA TAMBÉM:

Lula declara R$ 2,74 milhões a mais em gastos que Flávio

Governo pode atrasar “imposto do pecado” e deixar empresas sem saber quanto pagarão

Lula reforça o tema da soberania

A soberania nacional também voltou a ocupar lugar central no discurso de encerramento. Lula resumiu a disputa em termos de confronto entre “democracia e soberania”, de um lado, e “barbárie”, do outro. Além disso, voltou a acusar seus adversários de representar a extrema direita e o crime organizado.

A defesa da soberania foi uma das marcas da campanha de Lula nos últimos meses, especialmente em meio às tensões com os Estados Unidos e às acusações de que Flávio Bolsonaro teria buscado apoio externo.

Em setembro, Lula havia dito à CNN que os Estados Unidos não deveriam interferir nas eleições brasileiras e afirmou que a decisão sobre os rumos do país caberia aos brasileiros.

Na abertura da Assembleia-Geral da ONU, também em setembro, o presidente havia colocado a soberania no centro de seu discurso eleitoral. Disse que o Brasil não permitiria interferências externas e afirmou: “O Brasil não cabe no quintal de ninguém”. O tema passou a ser associado pela campanha à defesa do Pix, dos recursos minerais e das decisões brasileiras diante de pressões estrangeiras.

No encerramento em São Paulo, Lula manteve essa linha e apresentou a eleição como uma escolha entre projetos de país. Ao mesmo tempo, voltou a pedir mobilização para transformar a preferência eleitoral em presença nas urnas, especialmente entre os eleitores com mais de 70 anos.

Lula já havia apostado em vitória

Na sexta-feira (2), durante caminhada em Belo Horizonte, Lula já havia afirmado ter “convicção” de que venceria no primeiro turno. Na ocasião, disse que, caso ocorresse uma “desgraça qualquer” e a eleição fosse para o segundo turno, também venceria a segunda rodada.

O presidente pediu ainda que a militância buscasse eleitores com mais de 70 anos, que não são obrigados a votar, e jovens que ainda não haviam decidido comparecer às urnas.

A confiança declarada por Lula ocorre em um cenário de disputa apertada nas pesquisas. Levantamento CNT/MDA divulgado neste sábado mostra o petista com 43,1% das intenções de voto no primeiro turno, contra 38% de Flávio Bolsonaro (PL).

Nos votos válidos, Lula aparece com 47,8% e Flávio com 42,1%. A pesquisa ouviu 2.007 pessoas entre 30 de setembro e 2 de outubro, com margem de erro de 2,2 pontos percentuais e registro BR-04756/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Deixe sua opinião

Encontrou algo errado na matéria?

Comunique erros

Use este espaço apenas para a comunicação de erros

Principais Manchetes

Baixa aprovação põe Lula contra a parede já no primeiro turno 

A hora de derrotar o PT e reconstruir o Supremo

Quem será favorecido nas urnas com abstenções que podem passar de 30 milhões de eleitores

Entidades paranaenses pedem que TSE respeite o direito de voto da população

Receba nossas notícias NO CELULAR

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.

Fonte: Gazeta Economia

DestaquesNo ZUG!

Subscribe
Notify of
guest
0 Comentários
Newest
Oldest Most Voted
Ipatinga
nuvens quebradas
21 ° C
21 °
21 °
88%
3.1m/s
75%
qui
32 °
sex
29 °
sáb
34 °
dom
30 °
seg
30 °