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Por Fábio Galão
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02/10/2026 às 09:22
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A Justiça do Chile considerou nesta quinta-feira (1º) Maickel David Villegas Rodríguez, membro da organização criminosa venezuelana Tren de Aragua, culpado por envolvimento no sequestro e assassinato do ex-militar venezuelano Ronald Ojeda, crime ocorrido em 2024.
Segundo informações da agência EFE, ele foi submetido ao primeiro julgamento oral referente ao caso e sua sentença será anunciada no próximo dia 15.
A promotoria, que solicitou uma pena de 20 anos de prisão para Villegas Rodríguez, apontou que ele foi o responsável por coletar imagens para comprovar a execução do sequestro e assassinato do ex-tenente venezuelano.
O integrante do Tren de Aragua condenado nesta quinta-feira havia sido extraditado da Costa Rica para o Chile em novembro de 2024.
Antes dele, Ángelo Castillo, que tinha 17 anos na época do crime, havia sido condenado por meio de um procedimento simplificado a cinco anos de reclusão sob um programa de reinserção social.
O processo sobre o sequestro e execução do ex-militar venezuelano teve 32 pessoas identificadas: 26 delas estão detidas no Chile e seis possuem mandados de prisão em aberto.
Uma investigação de um telejornal da emissora colombiana Caracol há dois anos apontou que um grupo de ex-militares e opositores ao chavismo se reuniu em Cúcuta, cidade da Colômbia na fronteira com a Venezuela, em dezembro de 2023, para planejar uma operação para derrubar o então ditador Nicolás Maduro.
Porém, a contrainteligência militar venezuelana havia se infiltrado no grupo e se aliou à guerrilha colombiana Exército de Libertação Nacional (ELN) e ao Tren de Aragua para sequestrar os dissidentes.
O ex-capitão Angelo Heredia foi capturado pelo ELN e entregue à ditadura chavista na Venezuela; o líder estudantil Pablo Parada, visado pelo chavismo, escapou por não ter conseguido chegar à reunião; e o terceiro alvo foi Ojeda, que conseguiu fugir para o Chile, porém, em fevereiro de 2024, foi sequestrado e assassinado pelo Tren de Aragua naquele país.
Em entrevista em setembro à Caracol, o promotor chileno Héctor Barros afirmou que o ministro do Interior, Justiça e Paz da Venezuela, Diosdado Cabello, aliado de Maduro que permanece na cúpula chavista no regime da ditadora interina Delcy Rodríguez, teria sido o responsável por contratar o Tren de Aragua para sequestrar e matar Ojeda.
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Fonte: Gazeta Mundo


