Receba notícias por email
Banco Master
Banco Central
Por Guilherme Grandi
Por Guilherme Grandi
29/09/2026 às 15:53
29/09/2026 às 15:53
Dê de presente
Prefira a Gazeta no Google
Ouça este conteúdo
A Petrobras fechou um contrato de 22 anos para comprar Gás Natural Liquefeito (GNL) dos Estados Unidos, em mais um acordo de longo prazo para garantir o abastecimento de gás natural no Brasil. O acordo, divulgado nesta terça-feira (29), prevê a aquisição de 800 mil toneladas de GNL por ano da Cheniere Marketing, subsidiária da Cheniere Energy, principal produtora e exportadora de GNL dos Estados Unidos.
O anúncio representa o segundo contrato de longo prazo firmado pela companhia em cerca de um mês. No fim de agosto, a estatal havia anunciado um acordo com a Sempra Infrastructure para comprar também 800 mil toneladas anuais de GNL, durante 20 anos, a partir do Terminal de Liquefação de GNL de Port Arthur, no Texas.
O GNL é obtido por meio do resfriamento do gás natural até que ele passe ao estado líquido, reduzindo seu volume para cerca de 1/600 do original. Essa característica permite que o produto seja transportado por navios e dispensa a necessidade de um gasoduto ligando diretamente o produtor ao comprador.
VEJA TAMBÉM:
Petrobras rebate Ministério Público Federal sobre exploração na foz do Amazonas
Segundo a Petrobras, a contratação de volumes por períodos mais longos faz parte da estratégia para reduzir a exposição às oscilações do chamado mercado spot de GNL. Nesse modelo, as compras são feitas para entrega em curto prazo e os preços ficam mais sujeitos às mudanças provocadas pelas condições do mercado.
A estatal afirma que o novo contrato “fortalece a gestão de riscos do portfólio de gás natural e amplia a flexibilidade e segurança para atender aos contratos”. A empresa também considera que os acordos de longo prazo ajudam a dar maior previsibilidade à gestão do abastecimento.
O acordo com a Cheniere Marketing faz parte de uma estratégia mais ampla da Petrobras de reduzir a dependência de uma única fonte externa, justamente em um momento em que a produção da Bolívia vem perdendo força. Com isso, o Brasil tenta suprir o aumento da demanda doméstica com diferentes alternativas de importação.
VEJA TAMBÉM:
Justiça derruba regra da 99Food que impedia restaurantes de trabalhar com a Keeta
Governo Lula empurra polêmica da tilápia para depois das eleições
Fachin atende Gilmar e propõe pente-fino em precatórios a Benedito Gonçalves
O gás natural é utilizado no país em diferentes setores da economia, incluindo a geração de energia em termelétricas, além do consumo residencial e industrial. Na indústria, o produto também pode ser empregado como matéria-prima em determinados processos.
A Cheniere Energy possui um dos maiores portfólios de liquefação de gás natural do mundo, com operações nos terminais de Sabine Pass e Corpus Christi, localizados nos Estados americanos de Luisiana e Texas. O novo contrato amplia a participação de fornecedores norte-americanos no planejamento de longo prazo da Petrobras para o mercado brasileiro.
Deixe sua opinião
Encontrou algo errado na matéria?
Comunique erros
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Principais Manchetes
Decisão de Fux sobre Aparecida expõe abusos seletivos de Dino e Moraes
Três vezes em que ministros do STF já interferiram nas eleições de 2026
Fux leva Dino para o tatame jurídico: decisão de aliado de Lula foi ativismo descarado
Lulinha teria recebido viagem de luxo de R$ 1,8 milhão paga por lobista
Tudo sobre:
consumo
EUA – Estados Unidos
Importação
Petrobras
Receba nossas notícias NO CELULAR
WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.
Fonte: Gazeta Economia


