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Por Vinicius Macia
Por Vinicius Macia
29/09/2026 às 08:11
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O presidente Lula (PT) decidiu prorrogar o Desenrola Adimplentes até 26 de outubro, a segunda-feira seguinte ao segundo turno das eleições de 2026. A prorrogação ocorre por meio de uma medida provisória publicada na sexta-feira (25), véspera do prazo anteriormente concedido.
A movimentação faz parte de um pacote de medidas do petista que é alvo de críticas pela proximidade com o pleito. Antes, o prazo era de 90 dias a partir da publicação da primeira MP, ou seja, 26 de setembro, a uma semana do primeiro turno.
O Desenrola Adimplentes surgiu como uma tentativa de lidar com o cenário de crescente endividamento das famílias. Seu foco é em pessoas que ainda estão pagando ou com atraso de no máximo 90 dias, estando à margem da inadimplência. Na prática, o banco substitui uma operação mais cara por um crédito mais vantajoso. Não podem participar pessoas com carteira assinada, servidores públicos, aposentados ou pensionistas.
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Governo também lançou terceira versão do Desenrola
Na mesma ocasião em que decidiu proibir as bets no país, o governo anunciou uma terceira edição do programa Desenrola. A nova tentativa contará com um leilão que pretende alcançar R$ 150 bilhões em dívidas. O foco é em famílias com dívidas em atrasos de dois a quatro anos e meio.
O governo pretende atingir prioritariamente o cartão de crédito e o empréstimo pessoal. A estimativa é que o mecanismo atinja metade das dívidas elegíveis, com um limite orçamentário de R$ 15 bilhões. O leilão deve ocorrer em novembro.
Na primeira versão, o Desenrola atingia apenas pessoas já negativadas. Na edição seguinte, passou a focar na inadimplência recente. Agora, o governo mira em dívidas antigas e já deterioradas.
A compra das dívidas com dinheiro público também é novidade. Na edição anterior, o Executivo intermediava a negociação com os bancos, oferecendo garantias do Fundo de Garantia de Operações (FGO) e permitindo o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Já no primeiro Desenrola, havia a centralização em um sistema próprio.
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Fonte: Gazeta Economia


