Receba notícias por email
América Latina
Guerra EUA x Irã
Por John Lucas
Por John Lucas
22/09/2026 às 00:21
22/09/2026 às 00:21
Dê de presente
Prefira a Gazeta no Google
Ouça este conteúdo
Os Estados Unidos estão monitorando de perto navios de pesquisa chineses que operam na região do Ártico próxima ao Alasca por receio de que as atividades possam dar vantagem militar a Pequim ou representar uma ameaça à segurança americana. O alerta foi feito pelo contra-almirante Bob Little, comandante do Distrito Ártico da Guarda Costeira dos EUA.
Segundo Little, quatro navios chineses realizaram atividades no Ártico americano até agora em 2026. Em todo o ano passado, foram cinco. As embarcações navegaram por áreas próximas ao Alasca, incluindo as Ilhas Aleutas e o Estreito de Bering, e chegaram até regiões próximas ao Polo Norte.
“Quando eles estão operando dentro ou ao redor do espaço soberano dos Estados Unidos, é aí que tenho responsabilidade, interesse e preocupação”, afirmou Little à agência Reuters durante uma conferência sobre segurança no Ártico, em Oslo.
As embarcações permaneceram em águas internacionais, mas, segundo o comandante, não notificaram previamente Washington sobre suas atividades pelos canais diplomáticos, como seria habitual. Quando questionados pela Guarda Costeira, os navios chineses afirmaram estar realizando pesquisas científicas ou operações permitidas em águas internacionais.
A preocupação americana se concentra em duas possibilidades. A primeira é que as pesquisas estejam coletando informações destinadas à exploração de minerais no fundo do mar em áreas onde os Estados Unidos possuem direitos. A segunda é que os dados obtidos possam proporcionar à China uma vantagem militar ou representar uma ameaça à segurança americana, segundo Little.
Em julho, a Guarda Costeira já havia enviado o navio USCGC Munro para acompanhar duas embarcações chinesas, o Xue Long e o Xue Long 2, durante a passagem delas pelo Mar de Bering. O Xue Long atravessou a zona econômica exclusiva americana e passou sobre a plataforma continental estendida dos Estados Unidos a caminho do Ártico.
A Guarda Costeira afirma que navios estrangeiros podem navegar nessas áreas de acordo com o direito internacional, mas pesquisas científicas marinhas realizadas dentro da zona econômica exclusiva ou sobre a plataforma continental americana exigem autorização prévia dos Estados Unidos e o compartilhamento dos dados coletados.
Pequim se descreve como um país “próximo ao Ártico” e vem ampliando sua presença na região nos últimos anos. A China também promove o projeto de uma “Rota da Seda Polar” e tem realizado atividades na região tanto de forma independente quanto em cooperação com a Rússia.
VEJA TAMBÉM:
EUA vão abrir duas novas bases militares na Groenlândia após acordo com Dinamarca
Nova Zelândia quer maior presença dos EUA no Pacífico em meio ao avanço da China
Família de cristão preso pelo regime chinês apela ao Congresso dos EUA
Deixe sua opinião
Encontrou algo errado na matéria?
Comunique erros
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Principais Manchetes
Eleitorado acima dos 60 anos cresce 74% e ganha peso decisivo nas urnas
Uma canetada malandra contra Dallagnol quer amarrar o eleitor paranaense
Direita se divide sobre convocar ou não protestos nas ruas contra Moraes
EUA podem sancionar ministros do STF só depois das eleições para não ajudar Lula
Tudo sobre:
China
EUA – Estados Unidos
Receba nossas notícias NO CELULAR
WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.
Fonte: Gazeta Mundo


