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Por Gazeta do Povo Lab
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Por Gabriel Sestrem
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20/09/2026 às 00:50
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O aumento expressivo no número de bicicletas elétricas e veículos leves autopropelidos, que já somam mais de 850 mil unidades no Brasil, está transformando a dinâmica do trânsito. A rápida popularização desses modais, impulsionada pela economia e praticidade, tem sido acompanhada por um crescimento nos conflitos viários e acidentes, evidenciando a complexidade da fiscalização e da convivência nas ruas.
Como a legislação brasileira define e diferencia as bicicletas elétricas?
A lei brasileira estabelece limites claros para que um veículo seja considerado uma bicicleta elétrica. Segundo o Conselho Nacional de Trânsito, ela deve possuir um motor auxiliar de até 1.000 watts e pedal assistido, o que significa que o motor só funciona enquanto o ciclista pedala. Além disso, a velocidade máxima de propulsão deve ser de 32 km/h, e o equipamento não pode ter acelerador manual. Se o veículo possuir acelerador ou motor a combustão, ele pode ser enquadrado como ciclomotor, categoria que exige registro, licenciamento e habilitação do condutor para circular legalmente.
Quais são os principais obstáculos para a fiscalização desses veículos leves?
Diferente de carros e motos, as bicicletas elétricas que cumprem as normas técnicas não possuem placas ou registros vinculados a um condutor. Isso impossibilita a aplicação de multas automáticas por radares convencionais. A fiscalização depende exclusivamente da abordagem presencial de agentes de trânsito, que precisam flagrar a infração no momento em que ela ocorre. A situação se torna ainda mais difícil quando os proprietários fazem modificações ilegais para aumentar a potência ou a velocidade dos aparelhos, alterações que raramente são identificadas sem uma vistoria técnica detalhada.
De que forma a falta de exigência de CNH impacta a segurança no trânsito?
A dispensa da Carteira Nacional de Habilitação para conduzir bicicletas elétricas permite que muitas pessoas cheguem às ruas sem o conhecimento formal das leis de trânsito. Especialistas apontam que essa lacuna educacional contribui para comportamentos de risco, como circular pela contramão, avançar sinais vermelhos e desrespeitar a preferência de pedestres. Em cidades como Curitiba, autoridades já notaram um aumento no fluxo e nas colisões em cruzamentos e áreas compartilhadas, reforçando a ideia de que a expansão do modal precisa ser acompanhada por campanhas educativas e infraestrutura adequada.
Por que o uso de e-bikes cresceu tanto nos últimos anos no Brasil?
O crescimento é impulsionado principalmente pela economia e agilidade nos deslocamentos urbanos. No primeiro semestre de 2026, a produção desses veículos no Polo Industrial de Manaus saltou mais de 87% em comparação ao ano anterior. Com modelos custando a partir de R$ 2 mil, as bicicletas elétricas tornaram-se uma alternativa barata ao automóvel e ao transporte público. Usuários relatam reduções drásticas no tempo de viagem, transformando trajetos que levavam quase uma hora de carro em percursos de apenas 20 minutos, além de gastarem significativamente menos com manutenção e recarga.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
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Fonte: Gazeta Economia


