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Guerra EUA x Irã
Por Luisa Purchio
Por Luisa Purchio
19/09/2026 às 20:15
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A ex-presidente do Chile Michelle Bachelet anunciou neste sábado (19) a desistência da candidatura ao cargo de secretária-geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Pertencente ao Partido Socialista do Chile (PS), Bachelet tinha o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em vídeo postado nas redes sociais, Bachelet afirma não se arrepender de ter assumido o desafio e fez um "agradecimento especial" ao presidente Lula e à presidente do México, Claudia Sheinbaum, por terem apoiado "essa candidatura desde o primeiro dia com generosidade e convicção".
A desistência ocorre após Bachelet ter recebido apenas um voto a favor de sua candidatura, 11 contra e três abstenções, em votação informal realizada pelo Conselho de Segurança da ONU nesta sexta-feira (18).
O resultado marca uma queda acentuada em relação à votação informal anterior, feita em 21 de agosto, quando a ex-presidente chilena havia obtido dois votos favoráveis, seis contrários e sete abstenções.
A simulação de sexta-feira contou com oito candidatos à sucessão de António Guterres no cargo de secretário-geral da ONU. Rebeca Grynspan, ex-vice-presidente da Costa Rica, liderou a votação com nove votos a favor, cinco contra e uma abstenção.
Bachelet afirma que "era o momento de levantar a voz"
Na legenda do vídeo publicado nas redes sociais, Bachelet reconhece que "alguns podem acreditar que este não era o momento certo" para o tipo de candidatura que buscou representar.
Ela complementou que, no momento, sopram "ventos fortes contra princípios como o multilateralismo"; contra o direito internacional, "que vem sendo repetidamente violado"; contra a realidade da mudança climática, "que alguns continuam negando apesar das evidências científicas"; e contra a democracia e os direitos humanos, "que estão sob ameaça".
A ex-presidente chilena afirmou permanecer convencida de que, ainda que o esforço tenha sido "íngreme desde o início", este era exatamente "o momento de levantar a voz" em defesa desses princípios, que, segundo ela, colocou "com orgulho" no centro da candidatura ao cargo.
Bachelet disse ainda não se arrepender de ter assumido o que chamou de "grande desafio" e destacou que a candidatura ajudou a colocar na agenda global a convicção de que o próximo posto deveria ser ocupado por uma mulher latino-americana.
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Fonte: Gazeta Mundo


