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Eleições 2026
Alexandre Garcia
Por Guilherme Grandi
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18/09/2026 às 17:49
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a rejeitar nesta sexta-feira (18) a classificação do PCC e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas pelos Estados Unidos, posição defendida pelo presidente Donald Trump. Durante evento sobre segurança pública no Rio de Janeiro, Lula afirmou que não aceita a definição e associou o conceito de terrorismo à disputa pelo poder.
A manifestação ocorreu após documento do governo norte-americano acusar o Brasil de não ter conseguido enfrentar adequadamente as duas facções criminosas, já classificados pelo país norte-americano como organizações terroristas estrangeiras. O texto afirma que os dois grupos transformaram o Brasil em um centro para o fluxo global de cocaína e cobra medidas mais agressivas contra as organizações.
“Não aceito a ideia de que as facções bandidas são terroristas, como diz o Trump. Quando o Trump fala em terrorismo, ele fala em terrorismo de Estado, não fala da briga pelo poder. Quem era isso era o [Jair] Bolsonaro tentando dar o golpe de 8 de janeiro”, afirmou o presidente.
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Lula justificou citando a investigação sobre a suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022 e afirmou que o plano teria previsto a morte dele próprio, do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
“Isso é terrorismo, pensando em matar Lula, [Geraldo] Alckmin e até Alexandre de Moraes. Esse era o plano. Isso é terrorismo de Estado”, emendou.
O presidente, porém, reconheceu que a atuação das facções produz efeitos semelhantes ao terror sobre moradores de regiões dominadas pelo crime, como ameaças às famílias submetidas ao controle territorial e a cobranças ilegais.
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Na avaliação de Lula, a diferença entre classificar ou não as facções como terroristas está na finalidade da atuação. Enquanto o terrorismo estaria ligado à disputa pelo poder, as organizações criminosas atuariam principalmente sobre territórios e atividades econômicas.
Lula defendeu que o governo precisa “ganhar do crime organizado” e retomar áreas sob domínio de grupos criminosos.
O plano apresentado no Rio reúne forças federais, estaduais e municipais e prevê atuação coordenada contra a estrutura das organizações criminosas. A iniciativa foi apresentada como um “plano piloto”, com possibilidade de aplicação em outras regiões caso os resultados sejam considerados positivos.
O presidente também voltou a defender a PEC da Segurança Pública, com a proposta de estabelecer de forma mais clara as atribuições de União, estados e municípios. Lula afirmou que a medida deve ampliar a coordenação entre as forças de segurança no enfrentamento ao crime organizado.
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Fonte: Gazeta Política


