InternacionalDemocrata tenta barrar venda de 40 mil bombas dos EUA a Israel

Democrata tenta barrar venda de 40 mil bombas dos EUA a Israel

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Guerra EUA x Irã

Por John Lucas

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17/09/2026 às 00:10

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O deputado democrata Gregory Meeks anunciou nesta quarta-feira (16) que tentará barrar a venda de US$ 2,8 bilhões em munições do governo do presidente Donald Trump para Israel. O pacote inclui 40 mil bombas de 2.000 libras, cerca de 907 quilos cada, destinadas às Forças Armadas israelenses.

Meeks é o principal democrata no Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos Deputudos e informou que não dará seu aval à operação durante a etapa informal de análise no Congresso. O parlamentar afirmou que o governo Trump não apresentou "garantias suficientes" de que as armas serão usadas de "acordo com a legislação americana e com medidas adequadas de proteção a civis".

“Continuo firmemente comprometido com a segurança de Israel e sua capacidade de se defender de graves ameaças regionais”, afirmou Meeks. Ele disse, porém, que a possível transferência de 40 mil bombas desse porte levanta “graves preocupações não resolvidas” sobre seu eventual emprego em áreas densamente povoadas de Gaza e do Líbano.

Segundo informações obtidas pela agência Reuters, o pacote prevê a venda de 20 mil bombas MK-84 e 20 mil BLU-117, ambas da classe de 2.000 libras. A proposta já foi apresentada informalmente aos comitês competentes do Congresso, etapa que antecede a notificação formal necessária para grandes vendas de armamentos ao exterior.

As bombas de 2.000 libras já foram motivo de divergência entre Washington e o governo israelense. Em maio de 2024, o então presidente democrata Joe Biden suspendeu o envio desse tipo de munição a Israel por preocupação com o impacto que poderia causar à população civil, principalmente durante a ofensiva israelense em Rafah, no sul da Faixa de Gaza.

Trump reverteu a decisão poucos dias depois de voltar à Casa Branca, em janeiro de 2025, e autorizou a liberação das bombas que permaneciam retidas nos Estados Unidos. Na ocasião, afirmou que Israel havia comprado o armamento e esperava havia muito tempo pela entrega.

A tentativa de Meeks ocorre em meio a divergências dentro do próprio Partido Democrata sobre o apoio militar americano a Israel. O deputado afirmou que sua decisão não representa oposição às necessidades legítimas de defesa do país, mas uma tentativa de exercer a "fiscalização do Congresso sobre o emprego de armas financiadas pelos Estados Unidos".

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Fonte: Gazeta Mundo

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