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Por Guilherme Grandi
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16/09/2026 às 11:25
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A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (16) a Operação Força Integrada IV para cumprir 106 mandados de prisão e 173 de busca e apreensão contra investigados por envolvimento com o crime organizado em 19 estados. A ofensiva também determinou bloqueios, sequestros e restrições sobre mais de R$ 508 milhões em imóveis, veículos, dinheiro e outros bens.
A operação mobiliza simultaneamente 20 bases de forças integradas e tem como alvos investigações relacionadas ao tráfico de drogas, tráfico de armas, lavagem de dinheiro, homicídios, extorsão e outros crimes associados à atuação de organizações criminosas. Segundo a PF, as medidas foram autorizadas pela Justiça e incluem ações patrimoniais destinadas a atingir recursos vinculados aos grupos investigados.
Um dos maiores desdobramentos ocorre na Bahia, onde a Operação Eirene II prevê a prisão de 45 pessoas e o cumprimento de 57 mandados de busca e apreensão, além do bloqueio de mais de R$ 12 milhões em patrimônio. A investigação mira um grupo suspeito de tráfico de drogas, homicídios, extorsão, lavagem de dinheiro e posse ilegal de armas.
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No Tocantins, a Operação Rota Araguaia II busca desarticular um núcleo logístico e financeiro relacionado ao tráfico transnacional de drogas e à lavagem de capitais, com bloqueio judicial de até R$ 412,5 milhões. No Mato Grosso, a Operação Palladium cumpre dois mandados de prisão temporária e três de busca em Diamantino, enquanto no Mato Grosso do Sul foram determinadas medidas contra uma organização criminosa de atuação interestadual, incluindo sequestro de até R$ 75 milhões em bens e valores.
Na Paraíba, a Operação Trapiche, em sua segunda fase, investiga um grupo suspeito de tráfico de drogas, homicídios e lavagem de dinheiro, com 13 prisões e 17 buscas autorizadas. No Acre, uma investigação interestadual alcança também Paraíba, Minas Gerais e Rondônia, com cinco prisões, 14 buscas, sequestro de 29 imóveis e dois veículos, além de bloqueio de até R$ 8 milhões.
No Paraná, a operação cumpre seis mandados de prisão e dez de busca contra uma organização investigada por ligação com o tráfico de drogas, além de bloqueios de até R$ 50 mil por investigado. Também há ações no Rio Grande do Norte, Espírito Santo, Pernambuco, Roraima, Ceará, Amapá, Alagoas, Sergipe, Minas Gerais, Goiás, Pará e Rio Grande do Sul.
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As Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs) funcionam no modelo de força-tarefa e reúnem diferentes órgãos de segurança pública para compartilhar informações e atuar de forma coordenada.
Participam da estrutura Polícias Civis, Militares e Penais, Guardas Municipais, Polícia Rodoviária Federal, Secretaria Nacional de Políticas Penais e secretarias estaduais de Segurança Pública, sob coordenação da Polícia Federal e “sem hierarquia entre as instituições participantes”, segundo a PF.
Atualmente, as FICCOs estão presentes nos 26 estados e no Distrito Federal, com 41 unidades em diferentes regiões do país. A proposta é integrar inteligência e operações para atingir não apenas os integrantes das organizações criminosas, mas também estruturas financeiras e patrimoniais relacionadas às investigações.
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Fonte: Gazeta Brasil


