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Por Guilherme Grandi
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10/09/2026 às 08:56
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A Petrobras recuou nesta quinta-feira (10) do aumento de R$ 0,19 no preço da gasolina anunciado na véspera e informou que, na prática, haverá redução equivalente para as distribuidoras. A mudança ocorreu após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciar novas medidas para os combustíveis, como a substituição da subvenção de R$ 0,44 por litro pela desoneração de R$ 0,63 em PIS/Cofins, zerando o efeito da alta que seria aplicada pela estatal.
O primeiro comunicado da Petrobras, divulgado às 20h44, informava o reajuste de R$ 0,19 no preço da gasolina. Às 00h53 desta quinta-feira, porém, a empresa corrigiu a informação e afirmou que “diferentemente do informado anteriormente, a alteração no preço da gasolina da Petrobras nos pontos de venda corresponderá apenas à suspensão do desconto”.
Segundo a estatal, a mudança nos impostos faz com que o preço percebido pelas distribuidoras, já considerados os tributos, caia R$ 0,19 por litro. Na prática, portanto, a desoneração anunciada pelo governo compensa exatamente o valor do reajuste que a Petrobras havia informado inicialmente.
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As novas medidas para os combustíveis tentam segurar os preços que seguem pressionados pelo aumento do petróleo no mercado internacional por causa da nova ofensiva dos Estados Unidos contra o Irã, que fez a cotação do óleo voltar aos US$ 100 por barril na véspera. Ao todo, o pacotão custará R$ 7 bilhões ao governo.
Também na quarta-feira (9), Lula anunciou que vai zerar o imposto sobre o etanol. As duas medidas terão validade por um mês, entre 10 de setembro e 9 de outubro.
No caso do diesel, a Petrobras informou que aguarda a publicação dos atos necessários para revisar os preços. Lula também assinou uma medida provisória que prevê nova subvenção de R$ 1 por litro, que se soma aos R$ 1,12 de subsídio já em vigor até 26 de setembro.
Durante o período de sobreposição, o benefício para o diesel chegará a R$ 2,12 por litro. No fim do mês, o governo deverá reavaliar a situação e decidir se será necessário manter uma subvenção superior a R$ 1.
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Apesar das medidas, os preços dos combustíveis nas bombas acumulam alta desde o início do conflito entre Estados Unidos e Irã, em 28 de fevereiro. Segundo os dados informados da ANP, o diesel S10 subiu 13% no período e chegou a R$ 6,88 por litro na semana passada, enquanto a gasolina avançou 3,6%, para R$ 6,51.
O etanol, por outro lado, registrou queda de 14,7% desde o fim de fevereiro. O litro custava, em média, R$ 3,95 na semana passada, cerca de 60% do preço da gasolina comum, abaixo do limite de 70% considerado vantajoso para veículos com motor flex.
Segundo a estatal, o preço médio da gasolina no Brasil está em R$ 6,51, sendo 27,3% referentes à própria Petrobras e o restante de impostos federais (10,3%), estadual (24,1%), custo do etanol anidro (13,7%) e distribuição e revenda (24,6%).
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Fonte: Gazeta Brasil


