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Eleições 2026
Alexandre Garcia
Por Camila Abrão
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03/09/2026 às 18:55
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Atualizado em03/09/2026 às 19:04
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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), fez um desabafo nesta quinta-feira (2) sobre as críticas e “agressões inimagináveis” que afirma receber por sua atuação à frente do Congresso Nacional. Ele afirmou que, na condição de chefe do Legislativo, precisa se policiar sobre o que diz publicamente.
“As coisas estão muito difíceis no Brasil. Eu escuto ofensas, agressões, todos os dias. O desejo do cidadão Davi era ir na tribuna e falar as verdades que essas pessoas que agridem a gente mereciam ouvir”, disse.
Segundo Alcolumbre, se não ocupasse a Presidência do Senado, teria mais liberdade para responder aos ataques. Ele também criticou parlamentares que, segundo ele, usam vídeos nas redes sociais para atacar adversários e buscar engajamento eleitoral.
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“Se eu não fosse senador da República, presidente do Senado Federal ou se eu fosse só mais um senador colega de vocês, eu ia falar muita coisa naquele microfone, inclusive para colegas nossos, que se acham no direito de fazer um vídeo agredindo as pessoas, com o assessor do lado filmando para ganhar curtida na rede social e tentar ganhar eleição dia 4 de outubro”, pontuou.
“E nem me esperou ontem para eu descer da minha cadeira de presidente do Senado e conversar com ele, mas tudo tem tempo, tudo tem hora aqui”, acrescentou, em referência a um episódio ocorrido no plenário na quarta-feira (1º), mas sem citar nomes.
Nas sessões anteriores do Senado, Alcolumbre foi pressionado pela oposição para dar andamento aos pedidos de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Contudo, ele já indicou que não deve pautar os processos.
No dia 1º de setembro, o senador Carlos Viana (PSD-MG), que disputa a reeleição ao Senado, publicou nas redes sociais um vídeo em que cobra um posicionamento do presidente do Senado sobre o impeachment de Moraes.
O conteúdo mostra o senador no final do corredor central do plenário, que fica a alguns metros à frente da cadeira da presidência. “Falei tudo! Desabafo. Carlos Viana pede impeachment e a convocação de Alexandre de Moraes, cara a cara com Alcolumbre”, diz a legenda do vídeo.
A manifestação ocorreu após a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) dizer que viu nas redes sociais uma suposta “fiscalização” de senadores que elogiassem Alcolumbre.
Ela elogiou Alcolumbre após ele pautar a proposta que cria o Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid), que foi aprovada em votação simbólica. O texto não estava previsto inicialmente na pauta, mas foi incluído após pedido do senador Flávio Arns (PSB-PR).
“O Brasil está pegando fogo hoje e o senhor trouxe para a pauta matérias que estavam há anos engavetadas, com muita coragem. Eu espero que a imprensa fale isso hoje. Inclusive, têm tuítes falando que vão fiscalizar o senador que te elogiar hoje, comece a me fiscalizar, porque eu vou elogiar Davi Alcolumbre”, disse Damares.
Alcolumbre reclamou da dificuldade de se defender de críticas feitas nas redes sociais. “É muito cômodo alguém ofender a gente atrás de um celular, de um robô ou de fake news”, afirmou. Na sequência, ele defendeu o direito à divergência e disse que a pressão nas redes sociais tem criado um ambiente de “ditadura”.
“Queria cumprimentar Vossa Excelência, senadora Damares, pela coragem. Porque, Vossa Excelência, defende suas bandeiras com convicção e seria tão bom se no Brasil a gente pudesse apenas discordar das pessoas. Normalmente, quando não temos direito de discordar de ninguém, estamos sob um regime totalitário”, disse.
“Só que a gente vive em uma democracia, com característica de ditadura nas redes sociais. É muita ofensa e a gente não consegue se defender”, disparou o presidente do Senado.
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Fonte: Gazeta Política


