NacionalPorto Seguro paga recompensa para pescadores que capturarem o peixe-leão

Porto Seguro paga recompensa para pescadores que capturarem o peixe-leão

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Por Gazeta do Povo Lab

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Por Ana Paula Pickler

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03/09/2026 às 13:56

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A prefeitura de Porto Seguro, na Bahia, iniciou em setembro de 2026 um balanço de sua estratégia emergencial para conter a invasão do peixe-leão. Para proteger o ecossistema marinho e a segurança local, o município oferece R$ 10 por cada exemplar entregue por pescadores. A medida busca frear a rápida disseminação desta espécie venenosa que não possui predadores naturais nas águas brasileiras.

Como funciona o sistema de pagamento pela captura do animal?

A prefeitura de Porto Seguro adotou uma gratificação financeira como incentivo imediato para aumentar o volume de retirada do peixe-leão do mar. Os pescadores locais recebem dez reais por cada exemplar capturado e entregue à Colônia de Pescadores Z-22. Até o início deste mês de setembro, a iniciativa já resultou na remoção de 442 peixes. Essa bonificação faz parte de um plano de ação maior, publicado oficialmente em agosto, que envolve órgãos ambientais e pesquisadores para monitorar a presença da espécie e evitar que ela se estabeleça de forma permanente na região costeira.

Por que o peixe-leão é considerado uma ameaça tão perigosa?

Nativo do Indo-Pacífico, o peixe-leão é um predador generalista com altíssima capacidade de reprodução. O grande problema é que, no litoral brasileiro, ele não encontra predadores naturais eficientes, o que permite que ele se espalhe rapidamente e desequilibre o ecossistema dos recifes ao devorar espécies nativas. Além do dano ambiental, o animal oferece riscos à saúde humana: ele possui espinhos venenosos que podem causar acidentes dolorosos em pescadores, mergulhadores e banhistas. Por isso, o monitoramento é constante em áreas como o Parque Marinho do Recife de Fora.

Qual o destino dos peixes que são retirados do mar?

De acordo com as diretrizes do plano municipal, os animais capturados jamais devem ser devolvidos vivos à água. Em vez disso, os exemplares são encaminhados preferencialmente ao Laboratório de Ecologia e Conservação Marinha da Universidade Federal do Sul da Bahia. Lá, os cientistas realizam estudos detalhados sobre a biologia, alimentação e estrutura populacional da espécie. Esse trabalho de pesquisa é fundamental para gerar dados precisos sobre como a invasão está evoluindo, permitindo que as autoridades ajustem as estratégias de controle conforme surgem novas descobertas científicas.

O consumo da carne do peixe-leão já está liberado na região?

Embora o aproveitamento econômico da espécie seja uma possibilidade futura para ajudar no controle da invasão, o consumo ainda não foi liberado automaticamente. O plano de ação de Porto Seguro estabelece que, primeiro, é necessário realizar um diagnóstico completo para avaliar as condições sanitárias, técnicas e ambientais. A ideia é que a comercialização e o processamento da carne só ocorram se houver segurança para a saúde pública e se essa atividade atuar como um complemento ao monitoramento ambiental, integrando o peixe-leão em uma cadeia produtiva local de forma coordenada.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

VEJA TAMBÉM:

Peixe-leão na Bahia: Porto Seguro paga R$ 10 por captura de espécie considerada invasora

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Fonte: Gazeta Brasil

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