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Eleições 2026
Alexandre Garcia
Por Guilherme Grandi
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03/09/2026 às 11:07
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O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), anunciou nesta quinta-feira (3) que se afastará da sociedade do Instituto Iter, empresa de cursos jurídicos que fundou há dois anos. A entidade passará a atuar sem fins lucrativos para reforçar sua vocação exclusivamente educacional e social.
Mendonça afirmou que transferirá integralmente suas cotas e de sua esposa aos demais sócios, e que qualquer valor gerado a partir delas seja destinado exclusivamente a fins sociais e educacionais. Com a reestruturação, o magistrado permanecerá vinculado ao instituto apenas como professor.
“Nessas condições, o ministro permanecerá prestando serviços exclusivamente acadêmicos, na qualidade de professor”, informou o gabinete do ministro em uma nota (veja na íntegra mais abaixo).
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O gabinete do ministro afirma que a decisão foi tomada na véspera após uma conversa com o presidente do Iter, Victor Godoy, em relação a questionamentos sobre a relação entre o instituto e o poder público. Apuração da Folha de S. Paulo aponta que a entidade era alvo de críticas desde que surgiram informações de que havia faturado R$ 4,8 milhões em contratos públicos apenas em 2025, um ano após começar a operar.
Nesta quinta-feira (3), mais cedo, a revista Fórum publicou uma reportagem apontando que esse valor teria ultrapassado os R$ 10,8 milhões em contratos com o governo e a prefeitura de São Paulo. Mendonça contesta os números divulgados e negou qualquer irregularidade nas operações da empresa.
Segundo as apurações, o Instituto Iter também negou irregularidades e afirmou que nunca distribuiu lucros entre os sócios. O instituto é voltado à comercialização de cursos jurídicos, muitos deles ministrados pelo próprio ministro.
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Em 2025, o jornal O Estado de S. Paulo já havia revelado que a empresa faturou R$ 4,8 milhões em contratos públicos em pouco mais de um ano de existência. À época, Mendonça também já havia se manifestado publicamente sobre o destino dos recursos gerados pelo negócio.
“Eu, a minha esposa, sob as bênçãos dos meus filhos, decidimos que a nossa parte do Instituto Iter será para a consagração de um altar a Deus. Tudo o que vier, possivelmente, a dar de lucro e resultado, eu vou separar 10% para o dízimo e os 90% restantes serão investidos em obras sociais e educação”, declarou Mendonça em um vídeo publicado nas redes sociais.
O que diz Mendonça
Veja abaixo na íntegra o que disse o gabinete do ministro André Mendonça:
O ministro André Mendonça decidiu deixar a sociedade do Instituto Iter, cedendo a totalidade de suas cotas e de sua esposa, sem qualquer contrapartida financeira.
As cotas, e eventuais valores a elas correspondentes, permanecerão integralmente destinados a fins sociais e educacionais, conforme o ministro já havia decidido e anunciado no início deste ano.
Criado em 2024, o Instituto Iter será transformado em entidade sem fins lucrativos, reforçando sua vocação exclusivamente educacional e social. O ministro jamais auferiu lucro do instituto.
A decisão foi tomada em 2 de setembro de 2026, quando o ministro, em conversa com o presidente do Instituto, Victor Godoy, orientou que se tomassem as providências necessárias nos termos aqui descritos.
Nessas condições, o ministro permanecerá prestando serviços exclusivamente acadêmicos, na qualidade de professor.
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Fonte: Gazeta Política


