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Por Guilherme Grandi
Por Guilherme Grandi
02/09/2026 às 12:28
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A produção industrial brasileira voltou a crescer em julho, após dois meses consecutivos de queda, com avanço de 0,2% de acordo com dados do IBGE divulgados nesta quarta-feira (2). Na comparação com julho de 2025, o índice recuou 0,5%.
O resultado de julho foi o melhor para o mês desde 2022, quando a indústria havia avançado 1%. O resultado positivo, diz o IBGE, interrompe a sequência de perdas, mas não elimina os sinais de enfraquecimento da atividade.
“Não é uma mudança de trajetória, mas para de cair. Voltar a subir é algo positivo, mas não recupera as perdas dos dois meses anteriores. os indicadores mais amplos mostram perda de intensidade e dinamismo da indústria brasileira nos últimos meses, apesar do crescimento na margem”, afirma André Macedo, gerente da pesquisa do IBGE.
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Segundo o IBGE, a indústria brasileira teve resultados positivos nos setores de Equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (12,2%); Produtos alimentícios (1%) e Coque, derivados de petróleo e biocombustíveis (1,1%). Já as Indústrias extrativas registraram queda de 1%.
A indústria havia iniciado 2026 com quatro meses consecutivos de crescimento, mas perdeu força a partir do segundo trimestre, acumulando retrações em maio e junho. Na série com ajuste sazonal, maio registrou queda de 1%, enquanto junho teve recuo revisado para 1,6%.
“O que tem travado a indústria é a política monetária restritiva, mesmo com a redução modesta dos juros”, disse o gerente do IBGE ressaltando os efeitos dos juros elevados que, diz, afetam investimentos, expansão da capacidade produtiva, consumo das famílias e também o nível de endividamento.
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O desempenho negativo de junho foi disseminado entre 16 das 25 atividades pesquisadas pelo IBGE, com destaque para o setor de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, que caiu 5,9%. Também tiveram retrações expressivas os segmentos de produtos farmoquímicos e farmacêuticos e de confecção de artigos do vestuário e acessórios, ambos com queda na faixa de 11%.
O cenário também atingiu as grandes categorias econômicas, com perdas em junho nos quatro grupos analisados. Entre os principais resultados, os bens de consumo semi e não duráveis recuaram 4,1%, enquanto os bens de consumo duráveis tiveram queda de 3,2%.
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Fonte: Gazeta Economia


