EconomiaCâmara vota fim da “taxa das blusinhas” em ritmo relâmpago nesta segunda

Câmara vota fim da “taxa das blusinhas” em ritmo relâmpago nesta segunda

Receba notícias por e-mail

Eleições 2026

Alexandre Garcia

Por Guilherme Grandi

Por Guilherme Grandi

31/08/2026 às 09:22

31/08/2026 às 09:22

Dê de presente

Prefira a Gazeta no Google

Ouça este conteúdo

A Câmara dos Deputados vota nesta segunda-feira (31), em ritmo acelerado, a medida provisória que acaba com a chamada “taxa das blusinhas”, após um acordo político entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União-AP). A proposta, que elimina o imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, será analisada às 16h por uma comissão mista e no plenário da Câmara às 18h.

A medida foi editada por Lula em maio e passou a ser tratada pelo governo como prioridade para reduzir o desgaste provocado pela cobrança sobre produtos comprados no exterior. A isenção, no entanto, perde a validade em 8 de setembro.

O acordo foi costurado após uma reunião entre Lula, Motta e Alcolumbre no início da semana passada, que marcou uma reaproximação entre o presidente da República e o comando do Congresso. A partir daí, outras propostas também ganharam espaço na agenda, entre elas o fim da escala 6×1, a PEC da Segurança Pública e o marco legal para a exploração de minerais raros.

VEJA TAMBÉM:

Lobista amiga de Lulinha acumula dívidas na Justiça e credores lesados

Logo após o encontro, Motta indicou o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) para presidir a comissão mista, enquanto a senadora Leila Barros (PDT-DF) ficou responsável pela relatoria e apresentará seu relatório na sessão da comissão nesta tarde. O objetivo do governo é aprovar a medida nas duas Casas durante esta semana de esforço concentrado, período em que o Congresso terá sessões deliberativas diariamente.

O cronograma inicialmente previsto era mais lento: votação do parecer na comissão na terça-feira (1º), seguida pela análise nos plenários da Câmara e do Senado na quarta-feira (2). A antecipação para esta segunda-feira (31) explicita o acordão para concluir rapidamente a medida com vistas à reeleição de Lula em outubro.

Alcolumbre chegou a assumir publicamente o compromisso de garantir a votação antes do fim da validade da MP, afirmando que “vamos deliberar para o senhor [Lula] sancionar essa lei. Essa MP não vai caducar”.

VEJA TAMBÉM:

Empresário pede Justiça gratuita em ação milionária contra bets e juiz aponta contradição

Luciano Hang chama fim da escala 6×1 de “estelionato eleitoral”

Flávio Dino assume inquérito e fragmenta investigação sobre Lulinha no STF

A retirada do imposto, porém, enfrenta resistência de parlamentares e de entidades ligadas ao comércio e à indústria. A Confederação Nacional do Comércio (CNC) e a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) já haviam procurado Alcolumbre para pedir que a discussão não avançasse durante o período eleitoral.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) também reforçou o alerta contra o fim da cobrança e afirmou que a medida pode afetar empregos e a produção nacional. Segundo a entidade, mais de 100 mil postos de trabalho podem ficar em risco e o Brasil poderia perder cerca de R$ 21 bilhões em produção.

“Com o imposto em vigor, o consumo que hoje vai para compras internacionais por meio do Programa Remessa Conforme seria direcionado a produtos e serviços produzidos no Brasil”, afirmou o economista Marcio Guerra, superintendente de Economia da CNI.

Segundo ele, a cobrança funcionava como uma forma de diminuir a diferença tributária entre produtos fabricados no país e seus concorrentes importados.

Deixe sua opinião

Encontrou algo errado na matéria?

Comunique erros

Use este espaço apenas para a comunicação de erros

Principais Manchetes

Canetada de Dino pode travar investigação sobre Lulinha e enfraquecer Mendonça

Sobrenome Bolsonaro aparece no nome de urna de 29 candidatos; uso é questionável

Moraes, Lula, Motta e Alcolumbre selam o “grande acordo nacional”

Dívida pública chega a 82,5% do PIB, maior patamar desde a pandemia

Tudo sobre:

Câmara dos Deputados

CNI

Comércio

consumo

Hugo Motta

Leila Barros

Lula

Reginaldo Lopes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.

Fonte: Gazeta Economia

DestaquesNo ZUG!

Subscribe
Notify of
guest
0 Comentários
Newest
Oldest Most Voted
Ipatinga
nuvens quebradas
21 ° C
21 °
21 °
88%
3.1m/s
75%
qui
32 °
sex
29 °
sáb
34 °
dom
30 °
seg
30 °