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Vorcaro nega corrupção de servidores do BC para informarem sobre liquidação do Master

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Alexandre Garcia

Por Guilherme Grandi

Por Guilherme Grandi

28/08/2026 às 15:00

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O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do liquidado Banco Master, negou nesta sexta-feira (28) que tenha agido para corromper servidores do Banco Central para atenderem a seus interesses. A afirmação foi dada em depoimento à Polícia Federal em um dos braços da investigação de fraudes financeiras bilionárias que levou à deflagração da Operação Compliance Zero, no ano passado.

Neste ramo da investigação, a Polícia Federal investiga a conduta de dois ex-supervisores da autoridade monetária – Paulo Sérgio Neves e Souza e Bellini Santana – que teriam sido aliciados por Vorcaro para atuarem como seus informantes principalmente em meio às apurações internas que levaram à liquidação do Master.

“Não houve qualquer ato de corrupção envolvendo os servidores mencionados na investigação em curso. Daniel externou, ainda, sua plena disposição de prestar esclarecimentos mais amplos e aprofundados sobre os fatos, desde que lhe seja efetivamente assegurada a possibilidade de colaborar”, afirmou a defesa de Vorcaro em uma nota à Gazeta do Povo (veja na íntegra mais abaixo).

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O depoimento de Vorcaro havia sido marcado inicialmente para a semana passada, mas foi adiado a pedido de seus advogados que ainda estavam tomando conhecimento do caso. No começo do mês, a banca de defesa do ex-banqueiro passou a ser composta também pelo advogado Daniel Bialski, que pretende tentar um terceiro acordo de delação premiada.

Segundo a investigação, Daniel Vorcaro teria aliciado e corrompido os dois servidores do Banco Central para o orientarem e repassarem informações sigilosas em relação ao seu conglomerado financeiro. Os ex-supervisores da autarquia foram alvos da terceira fase da Operação Compliance Zero, sob a suspeita de repassarem informações sigilosas e prestarem consultoria informal a ele.

“Daniel respondeu de forma clara e consistente a todos os questionamentos que lhe foram formulados, não deixando qualquer indagação sem esclarecimento”, pontuaram seus advogados.

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As investigações apontam que Daniel Vorcaro aliciou servidores do Banco Central por meio de pagamentos de propina, uso de empresas intermediárias e oferta de benefícios indiretos. Em troca, os servidores atuavam como informantes repassando dados sigilosos e orientações técnicas para tentar evitar a liquidação do Banco Master. Eles se comunicavam através de um aplicativo de mensagens.

Entre as propinas pagas estavam repasses milionários através de empresas de fachada e intermediárias, transações simuladas de compra de imóveis e custeio de viagens internacionais, como passeios para os parques da Disney.

A Polícia Federal aponta que os servidores faziam uma espécie de consultoria paralela de dentro para fora, orientando Vorcaro tecnicamente em minutas de ofícios enviados ao próprio Banco Central e ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para blindar os negócios do banqueiro.

O que diz a defesa de Vorcaro

Veja abaixo, na íntegra, o que dizem os advogados de Daniel Vorcaro sobre o depoimento desta sexta-feira (28) à Polícia Federal:

A Defesa de Daniel Vocaro vem a público esclarecer que, na data de hoje, lhe foi finalmente assegurada a primeira oportunidade de se manifestar diretamente sobre alguns dos fatos investigados e de responder aos questionamentos e insinuações que vêm sendo levantados a seu respeito.

Na ocasião, Daniel respondeu de forma clara e consistente a todos os questionamentos que lhe foram formulados, não deixando qualquer indagação sem esclarecimento.

Restou demonstrado, em especial, que não houve qualquer ato de corrupção envolvendo os servidores mencionados na investigação em curso. Daniel externou, ainda, sua plena disposição de prestar esclarecimentos mais amplos e aprofundados sobre os fatos, desde que lhe seja efetivamente assegurada a possibilidade de colaborar.

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Fonte: Gazeta Economia

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