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Por Guilherme Grandi
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28/08/2026 às 10:15
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Atualizado em28/08/2026 às 10:43
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Três policiais civis de São Paulo foram presos nesta sexta-feira (28) suspeitos de cobrarem propina de caminhoneiros e empresários para liberar cargas ilegais principalmente de aparelhos eletrônicos contrabandeados. As prisões ocorreram durante a deflagração da Operação Merx e busca, ainda, um quarto agente.
Além dos policiais, as autoridades buscam um advogado e duas pessoas responsáveis pelo pagamento de vantagens indevidas aos agentes públicos. Também foram determinados 18 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Paraná e Goiás, e o afastamento de um investigador, que está proibido de manter contato com investigados e testemunhas.
A investigação aponta que os policiais envolvidos no esquema cobravam uma propina de 70% do valor das mercadorias para não apreender integralmente ou para “restituir parcialmente cargas de aparelhos eletrônicos” contrabandeados. Segundo a apuração, os agentes conseguiram extorquir R$ 2,35 milhões desde o ano de 2024.
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A investigação do Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) apontou que os policiais participantes do esquema utilizavam as próprias dependências funcionais para armazenar as mercadorias e simular apreensões parciais de cargas. Há a suspeita de que o grupo utilizava a estrutura da Polícia Civil para monitorar cargas e obter as vantagens ilícitas.
Os mandados contra policiais e de busca e apreensão foram cumpridos também em três unidades da Polícia Civil na Grande São Paulo, nas cidades de Santana de Parnaíba, Embu das Artes e Cotia. Foi determinado, ainda, o bloqueio e sequestro de bens de R$ 4 milhões dos envolvidos.
Dos citados na investigação, o advogado atuava como intermediário entre os policiais e os empresários envolvidos no esquema. Ele negociava com os agentes envolvidos, as contas para pagamentos e os valores que deveriam ser informados às autoridades — que ele apelidou de "caixinha da alegria"–, além de participar das operações.
Uma caixa com uma grande quantidade de dinheiro em espécie de Real foi apreendida pelos agentes durante o cumprimento de mandados.
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Pouco depois da operação, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), afirmou que "maus policiais" não serão tolerados na corporação. Na véspera, três policiais de Osasco também foram presos em flagrante por usarem a delegacia para extorquir dinheiro de um motorista de aplicativo.
"Toda vez que for constatado um desvio, a ação do Estado será imediata no sentido de afastar e punir com rigor, nas esferas administrativa e criminal, os maus policiais. Não vamos tolerar desvios", disse o governador em nota.
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Fonte: Gazeta Brasil


