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Por Guilherme Grandi
Por Guilherme Grandi
27/08/2026 às 12:48
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A Caixa Econômica Federal registrou um lucro líquido recorrente de R$ 3,9 bilhões no segundo trimestre deste ano, alta de 5,9% em relação ao mesmo período de 2025, de acordo com o balanço divulgado na quarta-feira (26). O resultado veio acompanhado de forte expansão da carteira de crédito, mas também de um aumento expressivo nas provisões para cobrir possíveis calotes.
O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE), principal indicador de rentabilidade dos bancos, ficou em 9,16%, uma queda de 2,70 pontos percentuais em 12 meses. A redução ocorreu principalmente em um cenário de maior necessidade de recursos para fazer frente às perdas esperadas com operações de crédito.
As provisões contra calotes quase dobraram em um ano, com alta de 97,6%, chegando a R$ 7 bilhões. Segundo a Caixa, o resultado foi influenciado também pela mudança na regra do Banco Central, que passou a exigir dos bancos a provisão de recursos para perdas esperadas, e não apenas para aquelas já concretizadas.
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Apesar do impacto das provisões, a margem financeira da Caixa cresceu 20,2% na comparação anual e alcançou R$ 19,7 bilhões. A carteira de crédito total também avançou, chegando a R$ 1,4 trilhão, crescimento de 11,9% em 12 meses.
O crédito para pessoas jurídicas aumentou 6,5%, para R$ 113,9 bilhões, enquanto o crédito comercial destinado às pessoas físicas cresceu 8,7%, alcançando R$ 156,5 bilhões. O destaque ficou com o crédito imobiliário, principal área de atuação da Caixa, que avançou 28,2% e chegou a R$ 73,3 bilhões.
A Caixa manteve a liderança no mercado de financiamento habitacional, com participação de 67,7%. Do total financiado nesse segmento, 61,5% utilizam recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), enquanto o restante é formado por recursos próprios do banco.
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A expansão do financiamento imobiliário veio acompanhada de aumento na inadimplência dessa carteira, de 1,26% para 1,45% em 12 meses, considerando atrasos superiores a 90 dias. Apesar do crescimento, o índice permanece abaixo da inadimplência registrada em outras modalidades de crédito.
Os recursos usados para financiar a habitação também cresceram no período, com a poupança da Caixa avançando 3,9%, para R$ 405,6 bilhões. As Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) tiveram alta ainda maior, de 21,8%, e alcançaram R$ 271 bilhões.
Na carteira total, a inadimplência chegou a 3,64%, aumento de 0,98 ponto percentual em um ano. Entre pessoas físicas, o índice foi de 6,29%, enquanto nas empresas atingiu 14,05%, com altas de 0,72 e 3,03 pontos percentuais, respectivamente.
O agronegócio apresentou a maior deterioração entre os segmentos analisados, com inadimplência de 20,74%, alta de 13,72 pontos percentuais em 12 meses. O crédito comercial também registrou aumento dos atrasos, passando a 9,32%, avanço de 1,68 ponto percentual no período.
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Fonte: Gazeta Economia


