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Por Vinicius Macia
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27/08/2026 às 08:54
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A ministra-chefe da Casa Civil, Miriam Belchior, e o ministro dos Transportes, George Santoro, recomendaram que o presidente Lula (PT) inclua seis novos trechos de ferrovias federais no Programa Nacional de Desestatização (PND). Os trechos pertencem a dois corredores em construção de milhares de quilômetros.
Apesar do perfil resistente a privatizações, Lula tem aderido à concessão de equipamentos de infraestrutura. No final de 2025, o governo registrou um volume recorde de concessões e parcerias com o setor privado, com 50 leilões, sobretudo nos ministérios do Transporte e dos Portos e Aeroportos. O volume supera, em ritmo, o de gestões marcadas pelo apoio à pauta, como Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e Jair Bolsonaro (PL).
Para lidar com a contradição, o Planalto ressalta a diferença entre privatização e concessão. Santoro prevê que o petista terminará seu mandato com 31 leilões de rodovias. A gestão leva em conta a situação delicada das contas públicas, embora mantenha a resistência a privatizar empresas estatais em estágio crítico, como os Correios.
A resolução foi publicada na edição desta quinta-feira (27) do Diário Oficial da União (DOU). Belchior assinou como presidente do Conselho do Programa de Parcerias e Investimentos da Presidência da República (CPPI).
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A ferrovia Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) foi iniciada em 2011 e prevê a interligação entre os municípios de Ilhéus (BA), no litoral, e Figueirópolis (TO), no interior do país. O desenho orifinal previa 1.527 km, mas a extensão subiu para 1,8 mil km. Agora, estão na recomendação três trechos:
Ilhéus (BA) – Caetité (BA);
Caetité (BA) – Barreiras (BA);
Correntina (BA) – Mara Rosa (GO);
Já a Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (Fico) foi projetada em 2009, mas as obras só começaram em 2021. Terá aproximadamente 1.641 km. Os trechos incluídos na recomendação complementam o caminho iniciado na Fiol:
Mara Rosa (GO) – Água Boa (MT);
Água Boa (MT) – Lucas do Rio Verde (MT);
Lucas do Rio Verde (MT) – Vilhena (RO).
A resolução também incorpora às normas antigas uma alteração já prevista por Bolsonaro em um decreto de 2020. Um texto de 2018 que disciplinava o mesmo assunto abrangia apenas o trecho entre Campinorte (GO) e Água Boa (MT). O ato publicado nesta quinta atualiza esse enquadramento para todo o corredor entre Mara Rosa (GO) e Vilhena (RO).
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Fonte: Gazeta Brasil


