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Alexandre Garcia
Por Hermano Freitas
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26/08/2026 às 15:59
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A Polícia Federal (PF) apreendeu nesta terça-feira (25), no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, uma quantia de R$ 510 mil que estava dentro da bagagem de uma advogada. O dinheiro foi retido porque não teve origem imediatamente comprovada e seus advogados já disseram que requisitarão de volta o montante.
A mala era transportada de São Paulo com um destino que não foi divulgado. A PF descartou o crime de evasão de divisas, já que o voo ia para dentro do território nacional: o aeroporto de Congonhas opera só com voos domésticos. A identidade da portadora da bagagem também não foi informada.
No momento em que a passageira atravessava o controle do raio-x, funcionários do terminal notaram a presença do grande volume de notas e chamaram a PF. A passageira informou se tratar de uma quantia de R$ 400 mil, mas a contagem apurou o valor de mais de meio milhão de reais.
Embora não seja crime, a tentativa de transportar altos valores em dinheiro vivo geralmente leva à apreensão pela autoridade policial para averiguação, de acordo com as regras do Conselho de Controle de Atividades Financeiras. No caso de não haver uma comprovação da origem lícita, o dinheiro fica apreendido até que seja apresentada a documentação relevante.
O escritório de advogados Bialski, que representa a dona do dinheiro, divulgou uma nota à imprensa em que declarou que a quantia tem origem lícita e que comprovará se tratar de recebidos por “atividade jurídica típica de advocacia”.
Confira a manifestação na íntegra:
NOTA À IMPRENSA
Esclareça-se que a advogada V.L. tem a origem lícita e comprovação dos valores recebidos de cliente e, por esta razão, nesta data será requerida a devolução de todos os valores.
Acresça-se que os valores foram recebidos por atividade jurídica típica de advocacia, respaldada em Lei.
São Paulo, 26 de agosto de 2026.
DANIEL LEON BIALSKI
BRUNO GARCIA BORRAGINE
ANDRÉ MENDONÇA BIALSKI
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Fonte: Gazeta Política


