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Mendonça chama STF de “ápice do poder” e relata “muita infelicidade” na Corte

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Eleições 2026

Alexandre Garcia

Por Vinicius Macia

Por Vinicius Macia

26/08/2026 às 09:35

26/08/2026 às 09:35

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça avaliou que a cadeira de magistrado da Corte representa o "máximo do poder humano em termos jurídicos". Mendonça, no entanto, pontuou que os dois primeiros anos na Corte foram marcados por "muita infelicidade" e destacou que o cargo representa muito mais ônus, responsabilidade e pressão do que poder ou privilégios.

Durante o Seminário Nacional da Associação Nacional de Magistrados Evangélicos (Anamel), realizado na última sexta-feira (21), o ministro também falou sobre dinheiro, padrão de vida, as cobranças da função e fez um alerta aos magistrados: "Não coloque seu coração no poder, não coloque seu coração no dinheiro, porque você vai se frustrar".

Mendonça foi nomeado ministro do Supremo em dezembro de 2021 pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), após atuar como advogado-geral da União (AGU) e ministro da Justiça e Segurança Pública. A aprovação pelo Senado de um magistrado evangélico foi celebrada especialmente pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL).

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Em fevereiro de 2026, Mendonça assumiu o caso Master após Dias Toffoli pedir a redistribuição dos processos, em meio às revelações sobre suas relações com Daniel Vorcaro. O STF afirmou não haver motivo para reconhecer suspeição ou impedimento de Toffoli e validou os atos praticados por ele antes da troca de relatoria.

Já como relator, Mendonça determinou em março a prisão preventiva de Daniel Vorcaro, atendendo a pedido da PF por suposto risco de interferência nas investigações. O ministro também relata no STF procedimentos relacionados à Operação Sem Desconto, que se desdobrou em investigações autônomas sobre suspeitas de tráfico de influência envolvendo o filho do presidente Lula (PT), Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.

Hoje, o salário-base de um ministro do Supremo é de R$ 46.366,19. Em julho, Mendonça recebeu R$ 30,4 mil líquidos, mas a variação já levou a valores como R$ 18,8 mil, em maio, o menor entre seus pares no mês.

"Um ministro do tribunal, um juiz em geral, ele não pode ter a pretensão de ficar rico, porque o salário, ainda que seja um bom salário, ele é um salário que não te dá condições de ter uma vida, eu diria, sem preocupações financeiras. A gente tem que controlar a despesa no dia a dia", afirmou.

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Fonte: Gazeta Política

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