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América Latina
Guerra EUA x Irã
Por Fábio Galão
Por Fábio Galão
26/08/2026 às 09:26
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As forças armadas dos Estados Unidos retomaram os ataques contra embarcações supostamente ligadas ao narcotráfico no Mar do Caribe e no Oceano Pacífico após dois meses sem relatos de ações desse tipo, em meio a declarações de que devem realizar ações terrestres em breve na região.
Nesta terça-feira (25), o Comando Sul dos Estados Unidos (Southcom, na abreviação em inglês) relatou que um ataque contra uma lancha de alta velocidade que operava em rotas do narcotráfico no Caribe “resultou na morte de quatro narcoterroristas”.
No domingo (23), as forças armadas dos EUA haviam matado duas pessoas em um ataque contra uma embarcação suspeita de transportar drogas no Oceano Pacífico, a primeira ação desse tipo desde 21 de junho.
“A Força-Tarefa Conjunta do Hemisfério Ocidental continua executando operações precisas e letais contra os cartéis. Caçaremos, desmantelaremos e derrotaremos essas redes de narcoterrorismo. O Southcom está determinado a neutralizar o terror e a violência dos cartéis em toda a região e em território americano”, disse o comandante do Southcom, general Francis L. Donovan, em mensagem no X.
Desde que os ataques americanos a embarcações supostamente ligadas ao narcotráfico no Caribe e no Pacífico tiveram início, em setembro de 2025, pelo menos 227 pessoas foram mortas em mais de 60 bombardeios.
Na semana passada, em visita ao Panamá, o secretário da Guerra dos EUA, Pete Hegseth, disse que o enfrentamento aos traficantes deve incluir em breve operações terrestres.
“Será como vocês viram com os ataques aos barcos de drogas. O mesmo efeito em terra. Por isso, estamos trabalhando com o Equador. Estamos trabalhando com a Colômbia. Estamos trabalhando com parceiros para levar o combate às organizações para a terra”, afirmou.
Organizações independentes, como a InSight Crime, especializada em jornalismo investigativo sobre o crime organizado na América Latina e no Caribe, têm afirmado que os ataques a embarcações não reduziram o fluxo de drogas para os Estados Unidos, já que os traficantes estão se adaptando a outras rotas e métodos de transporte.
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Fonte: Gazeta Mundo


