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Por Guilherme Grandi
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25/08/2026 às 15:11
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A arrecadação de impostos do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) bateu recorde em julho e chegou a R$ 289,3 bilhões, de acordo com dados da Receita Federal divulgados nesta terça-feira (25). O resultado representa uma alta real de 9% em relação aos R$ 265,5 bilhões arrecadados no mesmo mês do ano passado, já descontada a inflação.
O valor é o maior já registrado para um mês de julho desde o início da série histórica da Receita Federal, em 1995. Segundo o órgão, o resultado está relacionado tanto ao crescimento da economia quanto ao aumento da cobrança de impostos promovido pelo governo.
Neste terceiro mandato, o governo Lula elevou a tributação sobre fundos exclusivos e investimentos no exterior, mudou as regras para incentivos concedidos pelos estados e aumentou impostos sobre combustíveis. Também avançou na reoneração da folha de pagamentos, encerrou benefícios do setor de eventos, passou a cobrar impostos sobre as bets, elevou o IOF sobre crédito e câmbio e aumentou a tributação dos juros sobre capital próprio.
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Outro fator apontado pela Receita foi a alta do preço do petróleo, que aumentou as receitas do governo com royalties e atividades de extração. Além disso, o Executivo estabeleceu uma cobrança adicional sobre exportações, contribuindo para elevar a arrecadação.
No acumulado dos sete primeiros meses de 2026, a arrecadação federal chegou a R$ 1,87 trilhão em valores nominais. Com a correção pela inflação, o total alcança R$ 1,9 trilhão, uma alta real de 7% sobre os R$ 1,77 trilhão registrados no mesmo período do ano passado.
O resultado acumulado também é recorde para o período e ocorre enquanto o governo depende do aumento das receitas para tentar cumprir a meta fiscal de 2026. A previsão é de um resultado positivo equivalente a 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de R$ 34,3 bilhões.
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Pelas regras do arcabouço fiscal, existe uma margem de tolerância que permite considerar a meta cumprida mesmo com resultado zero ou superávit de até R$ 68,6 bilhões. O governo também pode retirar do cálculo R$ 57,8 bilhões em determinadas despesas, como pagamentos de precatórios.
Na prática, considerando essas regras, a previsão é que as contas públicas tenham um rombo de R$ 23,3 bilhões em 2026, mesmo que o resultado usado oficialmente para medir a meta possa indicar equilíbrio ou superávit. Se essa projeção se confirmar, as contas do governo permanecerão negativas durante todo o terceiro mandato de Lula.
Em 2023, logo no primeiro ano deste mandato, o governo Lula gastou R$ 168,9 bilhões acima do teto após a aprovação pelo Congresso ainda durante a transição da gestão de Jair Bolsonaro (PL). No ano seguinte, o rombo fora da contabilidade ficou em R$ 42,9 bilhões, seguido por R$ 61,7 bilhões em 2025 e a expectativa de chegar aos R$ 57,8 bilhões em 2026.
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Fonte: Gazeta Economia


