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Guerra EUA x Irã
Por Isabella de Paula
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25/08/2026 às 18:27
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O ex-presidente peruano Ollanta Humala (2011-2016), condenado pela Lava Jato local, comparou a operação focada em investigar casos de subornos que a empresa brasileira Odebrecht admitiu ter pago em diversos países da América Latina ao grupo paramilitar Colina, pelo qual o ex-presidente Alberto Fujimori (1990-2000) foi sentenciado.
"Eles [promotores do caso] me lembram o grupo Colina, que foi criado para um propósito que depois foi pervertido. Cada um cometeu seus assassinatos por encomenda; alguns perverteram o código de processo penal com suas canetas, e outros com os fuzis e armas fornecidos pelo Estado", declarou o ex-governante de esquerda em um encontro com a imprensa estrangeira credenciada no Peru.
Humala se juntou ao coro de críticas de outras forças políticas contra a equipe especial de promotores formada no âmbito do Ministério Público peruano para investigar as ramificações do caso Lava Jato no Brasil.
O ex-presidente afirmou que no Peru houve uma "caça às bruxas" contra políticos como ele, que se define como crítico do regime econômico liberal vigente no país, enquanto os empresários envolvidos nunca foram presos. Ele reconheceu, no entanto, que existem casos de corrupção envolvendo políticos que "devem enfrentar as consequências de seus atos".
Humala, que enfrenta acusações em diversos casos há mais de dez anos, foi libertado da prisão em 31 de julho, após cumprir quatorze meses. Ele havia sido condenado a 15 anos por lavagem de dinheiro relacionada ao financiamento de suas campanhas eleitorais, uma sentença que foi anulada pelo Tribunal Constitucional, que determinou que o processo era ilegal e carecia de fundamento.
"Nós, políticos, fomos colocados em prisão preventiva, condenados e tivemos nossos bens confiscados. Estivemos sob monitoramento biométrico, obrigados a comparecer ao tribunal e proibidos de deixar o país por quase 20 anos. Nos tornamos párias no sistema financeiro. Ninguém tem permissão para ter uma conta bancária se estiver sob investigação por lavagem de dinheiro", declarou Humala.
O tratamento foi diferente para as empresas e executivos da Odebrecht, da OAS e de outras empresas, segundo ele. "Os procuradores foram desleais e traiçoeiros com o país, pois perverteram a função para a qual foram criados, que era acompanhar os desdobramentos da Lava Jato no Peru, e, em vez disso, perseguiram políticos em busca de notoriedade", acrescentou.
Assim, questionou por que os procuradores permitiram que a Odebrecht vendesse ativos da empresa no país sem confiscar o dinheiro para pagar indenizações, e por que seu gerente no Peru, Jorge Barata, ciente dos pagamentos ilícitos feitos a diversos governos, conseguiu proteger seus bens no país e fugir para o Brasil.
Humala voltou a defender sua inocência, negando novamente ter recebido doações do chavismo e da Odebrecht para suas campanhas presidenciais de 2006 e 2011, respectivamente.
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Fonte: Gazeta Mundo


