PolíticaDino diz que emendas são “maior vetor de corrupção” no Brasil

Dino diz que emendas são “maior vetor de corrupção” no Brasil

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Alexandre Garcia

Por Camila Abrão

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24/08/2026 às 22:16

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino afirmou nesta segunda-feira (24) que as emendas parlamentares são hoje o “maior vetor de corrupção” no Brasil. Dino destacou que a flexibilização das regras de repasses durante a pandemia da Covid-19 aprofundou o problema.

“Quando somos chamados a falar de criminalidade, Estado e mercado, se nós olharmos apenas para o estamento estatal burocrático, não vejo hoje vetor maior de corrupção senão as emendas parlamentares. É algo que percorre as três instâncias federativas e é algo que percorre, em certo sentido, os três poderes e, fortemente à advocacia”, disse o ministro.

A declaração ocorreu durante uma reunião sobre "Criminalidade, Estado e Mercado", promovida pelo Grupo de Estudos de Lavagem de Dinheiro da USP. O ministro participou por meio de videoconferência. A informação foi divulgada pelo jornal Valor Econômico.

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Relator das ações que tratam da execução e transparência das emendas, Dino afirmou que nos últimos anos os repasses chegaram a R$ 150 bilhões. Ele também falou do avanço do crime organizado no país, afirmando que corruptos, membros da classe política e narcotraficantes nunca estiveram tão entrelaçados no Brasil.

Para o ministro, a criação do “Orçamento de Guerra”, em 2020, que flexibilizou as regras fiscais durante a pandemia, foi “uma espécie de marco zero” das emendas. “É algo a ser estudado como tão rapidamente engenhos criminosos se formaram por dentro disso, na alocação de recursos para a saúde. Naquele momento surge o Orçamento secreto com a dimensão que tem hoje”, disse.

Dino afirmou ainda que criminosos, corruptos e membros da classe política nunca estiveram tão "amalgamados" no país. "Antigamente, o avião do chefe da facção violenta e o avião do político corrupto, do juiz corrupto, eram pelo menos aviões diferentes. Hoje, o mesmo avião transporta toda essa gente", apontou. 

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Fonte: Gazeta Política

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