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Rússia usa drone 100% autônomo em ataque com 3 vítimas civis na Ucrânia, diz jornal

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Guerra EUA x Irã

Por Hermano Freitas

Por Hermano Freitas

24/08/2026 às 20:13

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Um drone russo equipado com tecnologia da Nvidia para escolher alvos por inteligência artificial (IA) foi usado pela Rússia contra a Ucrânia, disseram autoridades do país ao The New York Times. De acordo com o jornal americano, o ataque – que seria o primeiro a usar IA com autonomia para matar – deixou três mortos no mês passado em Zaporijia.

Se confirmado, este seria o primeiro relato de uso de um armamento com total autonomia e sem intervenção humana — em um enredo que um oficial ucraniano comparou à franquia de filmes de ação O Exterminador do Futuro. No universo do cinema, as máquinas com inteligência artificial se rebelam e decidem varrer a humanidade do planeta.

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Um “risco para o mundo”

A ação russa aconteceu no dia 6 de julho, com a programação prévia de destruir um posto de gasolina em Zaporijia. O drone seguiu uma rota predefinida e, ao se aproximar do local, escolheu o ponto exato da detonação — provavelmente tanques de propano, segundo relatos de militares ao jornal.

“Isto é um risco para o mundo inteiro”, disse o coronel Serhiy Minaiev, comandante das defesas aéreas locais. “Em alguns anos, estaremos vivendo em um filme do Exterminador. Sem brincadeira. As máquinas tomaram as decisões de atacar.”

A descoberta de que os drones estavam equipados com microcomputadores da Nvidia ocorreu após a recuperação de destroços do equipamento no local do ataque e nos arredores da cidade.

Três inocentes mortos

Uma jovem universitária de 19 anos, Tetiana Bubynets, morreu no ataque, além de Oleksiy Svirin, de 41 anos, e Roman Karpiy, de 48. A Nvidia confirmou ao jornal que a peça encontrada se trata de um Jetson Orin, um de seus equipamentos que vêm sendo adaptados em artefatos militares de baixo custo pela Rússia.

A empresa afirmou que o sistema é um produto voltado ao consumidor comum, disponível para estudantes, desenvolvedores e startups “para uma ampla gama de aplicações bem-intencionadas”.

O microcomputador não é vendido diretamente na Rússia, mas pode ser adquirido com facilidade por meio de revendedores.

Acordo de big techs com o Pentágono

O fato está inserido numa discussão mais ampla sobre o uso de IA nos teatros de operações militares. Empresas como a OpenAI e o Google buscaram assinar termos que exigem responsabilidade humana pelo uso da força e proíbem armas totalmente autônomas nas forças armadas americanas.

Apesar disso, em março deste ano, por pressão do governo de Donald Trump, as empresas aceitaram uma cláusula de submissão. Isso significa que cabe unicamente ao governo dos EUA — e não às empresas — decidir e auditar o que constitui "uso governamental legal" dentro de redes militares confidenciais.

Foi exatamente a falta de garantias técnicas verificáveis de controle humano que fez a Anthropic recusar contrato com o governo. A empresa temia que, sem travas rígidas nos algoritmos, seus modelos pudessem ser integrados a drones assassinos e armas 100% autônomas.

Informações publicadas no começo de fevereiro deram conta que o Pentágono já teria utilizado o modelo Claude na análise de dados de inteligência durante a operação realizada em janeiro na Venezuela, que resultou na captura do ditador Nicolás Maduro.

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Fonte: Gazeta Mundo

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