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Por Sílvio Ribas
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Brasília
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23/08/2026 às 17:50
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A duas semanas do 7 de Setembro, a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) acelera a preparação de um ato na Avenida Paulista que pretende ser mais do que um comício. O desafio é reunir a militância da direita e converter a mobilização herdada do pai em força do próprio candidato.
Para organizar a manifestação, a campanha montou uma comissão de líderes evangélicos, que atuará na mobilização de fiéis em paralelo ao núcleo político. O modelo substitui a centralização dos últimos anos no pastor Silas Malafaia e amplia o grupo de igrejas na convocação.
Estão representadas na articulação denominações como Assembleia de Deus Missão, Assembleia de Deus Vitória em Cristo, Igreja do Evangelho Quadrangular e Sara Nossa Terra. A meta é converter o apoio evangélico a Flávio em presença expressiva em um local estratégico.
Avenida Paulista será termômetro da força de Flávio Bolsonaro nas ruas
O PL paulista encabeça a organização do ato, que será partidário e eleitoral. Malafaia, que foi responsável pelas manifestações de rua pró-Jair Bolsonaro desde 2021, decidiu não coordenar o evento por entender se tratar de um propósito eleitoral, inserido na campanha presidencial.
A saída do pastor da organização não representa rompimento. Malafaia declarou apoio a Flávio e afirmou que continuará usando suas redes sociais e influência em favor do candidato. A mudança transfere ao PL e à campanha o papel de mostrar sua força própria de mobilização.
A expectativa da campanha não é reproduzir integralmente as maiores multidões reunidas pelo ex-presidente Bolsonaro. Mas precisa superar a largada na Praia de Copacabana, no Rio, onde estimativas apontaram 9 mil pessoas, o que aumentou a pressão por uma Paulista cheia.
Presença de Tarcísio reforçará o palanque de Flávio em São Paulo
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), deve participar do ato. A presença buscada pelo coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), juntará o principal cabo eleitoral do presidenciável no estado e líderes evangélicos no mesmo palanque.
Tarcísio também tem peso especial como governador do estado anfitrião. Ele reafirmou nesta campanha a sua identificação com Jair Bolsonaro e disse que a eleição de Flávio facilitaria o alinhamento entre São Paulo e o governo federal, embora preserve posições próprias em certos temas.
A Avenida Paulista foi escolhida ainda pelo valor simbólico. O local virou palco recorrente das maiores manifestações da direita. Flávio já iniciou a campanha em Copacabana e tentou passar por Juiz de Fora (MG), repetindo a trajetória do pai em 2018, em nome da continuidade.
No plano do marketing político, o 7 de Setembro permitirá contrapor duas imagens: a cerimônia institucional da Independência, associada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em Brasília, e a ocupação popular da Paulista pela oposição, como prova da adesão popular.
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Fonte: Gazeta Política


