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Alexandre Garcia
Por Sílvio Ribas
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Brasília
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22/08/2026 às 12:54
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contou ter sugerido ao colega americano Donald Trump que reúna os presidentes da China, Xi Jinping, e da Rússia, Vladimir Putin, para “tomar um trago” e discutir a paz mundial. O relato foi feito nesta sexta-feira (21), em comício em Belo Horizonte, após ter conversado mais cedo por cerca de uma hora e meia com Trump.
Segundo Lula, a ideia é aproveitar a Assembleia Geral da ONU, em setembro, para promover um encontro informal na residência de Trump em Mar-a-Lago, na Flórida.
“Convida os caras pra tua casa, toma um trago”, contou. Depois usou o termo usado pelo ex-vice-presidente José Alencar: “tomar um golo”.
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A sugestão tem uma ironia involuntária, pois Trump não bebe álcool. O republicano atribui a abstinência à experiência familiar com o alcoolismo, que levou à morte seu irmão Fred, em 1981. Lula usou “trago” como metáfora de uma conversa informal capaz de aproximar líderes de potências rivais.
Não é a primeira vez que usa essa linguagem para expressar método de negociação que adota desde o tempo de líder sindical. O presidente tem feito reuniões informais no Palácio da Alvorada e em residência de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) regadas a bebidas alcóolicas.
Lula protestou contra tarifaço dos EUA e disse estar de "saco cheio" de guerras
Lula disse estar “de saco cheio” das guerras e relatou ter telefonado antes a Xi e Putin antes de procurar Trump. O brasileiro tenta defender saída negociada para conflitos e cobrar protagonismo das grandes potências, sobretudo dos membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU.
A conversa foi além das guerras. Lula afirmou ter contestado as tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil e as justificativas americanas de desmatamento e trabalho forçado. Também ofereceu cooperação contra o crime organizado, mas disse repudiar ingerência externa.
O relato também entrou no discurso eleitoral. No primeiro comício da campanha em Minas, Lula associou soberania à capacidade de dialogar diretamente com as grandes potências. Antes de Belo Horizonte, passou por Governador Valadares (MG). Neste sábado (22), a campanha segue no Rio.
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Fonte: Gazeta Mundo


