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Guerra EUA x Irã
Por John Lucas
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21/08/2026 às 19:40
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A ex-presidente do Chile Michelle Bachelet, apoiada pelo governo Lula na disputa pelo comando da Organização das Nações Unidas (ONU), perdeu força na segunda votação informal realizada pelo Conselho de Segurança nesta sexta-feira (21). A chilena recebeu apenas dois votos de apoio entre os 15 integrantes do órgão, segundo resultados revelados a partir de informações de diplomatas à imprensa internacional.
Bachelet, que também é apoiada pelo governo de esquerda do México, terminou essa rodada de consultas com dois votos na opção “encourage”, que indica apoio à candidatura, seis votos de “discourage”, contrários ao avanço de seu nome, e sete países que marcaram “no opinion”. Na primeira votação, realizada em 30 de julho, a ex-presidente havia obtido seis votos favoráveis, cinco contrários e quatro sem posição, o que mostra uma queda significativa de apoio entre as duas consultas.
O resultado mantém Bachelet distante dos primeiros colocados pela comando da organização. A guianense Carolyn Rodrigues-Birkett liderou essa segunda rodada de consulta, com oito votos favoráveis. Rebeca Grynspan, da Costa Rica, e Rafael Grossi, da Argentina, candidato apoiado pelo presidente Javier Milei, receberam sete votos de apoio cada.
Em março, Lula afirmou publicamente que o Brasil continuaria apoiando a ex-presidente chilena, mesmo depois de o governo do Chile, agora sob o comando do conservador José Antonio Kast, retirar o apoio do país à candidatura de Bachelet. Na ocasião, o presidente brasileiro classificou Bachelet como “altamente qualificada” e afirmou que ela tinha as credenciais necessárias para se tornar a primeira mulher latino-americana à frente da organização.
Essa foi a segunda consulta informal realizada pelo Conselho de Segurança para medir o apoio aos candidatos. Em cada rodada, os 15 integrantes classificam os nomes como “encourage”, “discourage” ou “no opinion”. Para que um candidato seja posteriormente recomendado à Assembleia Geral, são necessários pelo menos nove votos favoráveis no Conselho de Segurança e nenhum veto dos cinco membros permanentes: Estados Unidos, China, Rússia, França e Reino Unido.
As consultas são não vinculantes e novas rodadas devem ocorrer até que um nome consiga reunir apoio suficiente no Conselho de Segurança. O nome escolhido substituirá António Guterres, cujo segundo mandato termina em 31 de dezembro de 2026.
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Fonte: Gazeta Mundo


