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Donald Trump promove aproximação com a Coreia do Norte e beneficia Pequim

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Por Gazeta do Povo Lab

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Por Isabella de Paula

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22/08/2026 às 01:07

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O presidente americano Donald Trump busca uma reaproximação diplomática com a Coreia do Norte, alterando o equilíbrio de poder na Ásia. O movimento inclui o corte de exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul, o que abre espaço para a China fortalecer sua liderança regional e avançar em agendas estratégicas, como a pressão sobre Taiwan, enquanto Pyongyang mantém silêncio e parcerias com Pequim.

Como a nova postura dos Estados Unidos favorece os planos da China na Ásia?

A decisão americana de reduzir as manobras militares com a Coreia do Sul enfraquece um dos eixos de segurança mais tradicionais do continente. Esse recuo gera uma fragilidade nas alianças ocidentais que a China está pronta para capitalizar. Ao validar sua liderança regional, o governo de Xi Jinping ganha fôlego para avançar em temas sensíveis, especialmente na estratégia de cercar Taiwan. Especialistas apontam que, em vez de frear ambições nucleares na região, o isolamento de aliados tradicionais costuma provocar uma aceleração nos investimentos bélicos chineses e norte-coreanos.

Quais são os sinais práticos do interesse chinês na Coreia do Norte?

A prioridade de Pequim ficou clara em 2026, quando a única viagem internacional de Xi Jinping foi para a Coreia do Norte. Apesar de ter recebido dezenas de líderes estrangeiros, o ditador chinês escolheu o vizinho para celebrar o Tratado de Amizade entre as nações. Além do simbolismo, há um reforço nos acordos comerciais e na cooperação diplomática. O objetivo central é manter Pyongyang sob influência chinesa, evitando que o regime de Kim Jong-un negocie diretamente com o Ocidente ou se aproxime excessivamente da Rússia, garantindo um aliado estratégico contra a influência dos EUA.

A aliança com o regime de Kim Jong-un traz riscos financeiros para a China?

Embora estratégica, a parceria com a Coreia do Norte é considerada um fardo geopolítico pesado. O país é visto como um parceiro volátil e economicamente falido, o que obriga Pequim a fornecer subsídios constantes para evitar o colapso do vizinho. Além do gasto financeiro, há um desgaste político enorme para blindar o regime norte-coreano em fóruns internacionais. Essa dinâmica consome uma atenção que Xi Jinping poderia dedicar exclusivamente à pressão sobre Taiwan, mostrando que a aproximação com Kim Jong-un não é isenta de custos elevados para o governo e a economia da China.

De que forma Taiwan e outros vizinhos estão reagindo a essas mudanças?

Diante do aparente afastamento dos Estados Unidos de seus parceiros asiáticos, Taiwan anunciou um aumento recorde de 18% em seus gastos com defesa, ultrapassando 1 trilhão de dólares locais para investir em mísseis e drones. Simultaneamente, a China aproveita o momento para mobilizar navios no Mar das Filipinas, aproveitando negociações de fronteira entre Japão e Filipinas para tentar alterar o status quo marítimo. O objetivo chinês parece ser estabelecer uma presença permanente a leste de Taiwan, exercendo jurisdição em áreas onde antes não atuava com tanta liberdade operacional.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

VEJA TAMBÉM:

Como o aceno de Trump à Coreia do Norte pode fortalecer a China

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Fonte: Gazeta Mundo

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