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Estados Unidos planejam ataques terrestres contra o PCC e o Comando Vermelho

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Guerra EUA x Irã

Por Gazeta do Povo Lab

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Por John Lucas

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21/08/2026 às 01:02

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O governo dos Estados Unidos anunciou uma nova fase na guerra contra o crime organizado na América Latina, prevendo operações militares por terra para desmantelar facções. A ofensiva, liderada pelo governo de Donald Trump, mira grupos como o PCC e o Comando Vermelho, agora classificados como terroristas. A estratégia envolve parcerias militares com países como Colômbia e Equador.

Como os Estados Unidos pretendem mudar o combate ao crime na América Latina?

Os americanos estão saindo de uma estratégia focada apenas em inteligência e apreensão de barcos para uma fase muito mais agressiva que inclui operações terrestres. O plano é utilizar militares para realizar ataques diretos contra acampamentos e bases de facções criminosas em solo latino-americano. O secretário de Guerra, Pete Hegseth, indicou que as capacidades usadas no combate ao terrorismo no Oriente Médio agora serão aplicadas contra os cartéis no Hemisfério Ocidental. A ideia é tratar esses grupos criminosos com o mesmo rigor dedicado a organizações extremistas internacionais.

Quais são as principais facções brasileiras que entraram na mira americana?

O Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) foram oficialmente classificados por Washington como organizações terroristas. Essa mudança de categoria é fundamental, pois permite que o governo americano trate os integrantes dessas facções como alvos legítimos para operações militares e de inteligência fora do território dos EUA. Como essas facções possuem redes de fornecimento e rotas de tráfico em países vizinhos que já aceitaram colaborar com os americanos, como Colômbia e Paraguai, elas se tornam vulneráveis à nova ofensiva terrestre mesmo sem ação direta no Brasil.

Quais países da região já estão participando dessa nova coalizão militar?

A estratégia conta com o apoio de diversos países que formam o chamado Escudo das Américas. Colômbia, sob o novo comando de Abelardo de la Espriella, e Equador já autorizaram operações militares conjuntas com as forças americanas. Outras nações como Argentina, Paraguai, Chile e El Salvador também integram a Coalizão Americana Contra os Cartéis. Esses países oferecem apoio logístico, treinamento e, principalmente, acesso territorial para que os militares dos Estados Unidos possam agir. Vale destacar que o Brasil, sob o governo Lula, é um dos países que decidiu não aderir à iniciativa de Trump.

Qual é o impacto previsto dessa estratégia para a segurança no Brasil?

Embora uma operação militar dentro do Brasil seja considerada improvável pelos especialistas devido ao alto custo diplomático, a pressão política sobre o país deve aumentar consideravelmente. Como os vizinhos do Brasil estão aprofundando a cooperação militar com Washington, o governo brasileiro pode ficar isolado e ser mais cobrado por resultados efetivos contra o PCC e o Comando Vermelho. Além disso, operações em zonas de fronteira podem acabar se aproximando do território nacional, o que pode gerar crises diplomáticas se houver qualquer incursão não autorizada em áreas de controle difícil.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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EUA preparam nova fase da guerra contra o crime organizado – e PCC e CV podem entrar na mira

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Fonte: Gazeta Mundo

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