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Por Hermano Freitas
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20/08/2026 às 21:23
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Uma mulher teve um diagnóstico errado de aborto espontâneo e foi submetida a uma curetagem. Um mês depois, descobriu que o filho continuava vivo e resolveu lutar por ele.
Moradora de Sumaré, no interior de São Paulo, a mãe passou pelo procedimento — que consiste na raspagem do interior do útero para remover resíduos do aborto em junho — no mesmo dia em que um exame de toque constatou erroneamente a interrupção da gravidez. A curetagem chegou a perfurar a bolsa, deixando o feto sem líquido amniótico.
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A mulher optou por não ter sua identidade revelada. O caso foi noticiado pela rede EPTV, afiliada da TV Globo, que a entrevistou com exclusividade.
“Eu fui tomar o anticoncepcional injetável, para o qual é obrigatório fazer o exame, e ele confirmou que eu ainda estou gestante”, disse a mãe à reportagem.
Mesmo com a ausência do líquido amniótico, o que pode acarretar sérios problemas ao desenvolvimento do feto, a mulher manifestou o desejo de dar seguimento à gestação.
“Eu não quero tirar a vida do meu bebê. Enquanto há vida, há esperança”, declarou ela.
Em nota oficial, o hospital confirmou o relato e informou que a equipe responsável pelo atendimento passará por uma sindicância para apurar as responsabilidades pelo ocorrido.
Leia na íntegra a nota do HES:
"O Hospital Estadual de Sumaré (HES) lamenta o ocorrido e informa que abriu uma sindicância para apurar a conduta da equipe relacionada ao atendimento prestado à paciente. Se constatadas irregularidades, medidas cabíveis serão adotadas.
O HES reforça que acolheu a paciente e seus familiares, prestando todo o apoio e os esclarecimentos necessários.
O HES reafirma seu compromisso com a oferta de assistência qualificada, humanizada e segura à população".
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Fonte: Gazeta Brasil


