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Por Fábio Galão
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20/08/2026 às 07:48
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O fundador da ex-gigante imobiliária chinesa Evergrande, Xu Jiayin, foi condenado nesta quinta-feira (20) em primeira instância à prisão perpétua e a entregar todos os seus bens ao ser declarado culpado de diversos crimes, como falsificação de informações financeiras, emissão fraudulenta de ações, subornos e desfalque.
Segundo informações da agência EFE, o mesmo tribunal de Shenzhen que condenou Xu, conhecido internacionalmente como Hui Ka Yan, também decretou multas de 8,82 bilhões de yuans (cerca de R$ 6,8 bilhões) contra o Evergrande Group e de 7 bilhões de yuans (cerca de R$ 5,4 bilhões) contra sua principal filial, a Evergrande Real Estate.
Além disso, o tribunal anunciou condenações que variam de seis a 18 anos de prisão para outros cinco ex-ocupantes de cargos de alto escalão, entre eles Zhen Litao, ex-presidente da Evergrande Real Estate, e Ke Peng, ex-presidente executivo do Evergrande Group.
Gigante do desenvolvimento imobiliário, o Evergrande Group chegou a ser a segunda maior incorporadora imobiliária da China em volume de vendas e a empresa do setor imobiliário mais valiosa do mundo. O seu colapso, a partir de 2021, desencadeou a crise que ainda continua assolando o setor imobiliário chinês.
A empresa pediu falência nos Estados Unidos em 2023 e em janeiro de 2024 teve sua liquidação ordenada pelo Tribunal Superior de Hong Kong. Em agosto de 2025, a Evergrande foi excluída da Bolsa de Valores de Hong Kong.
A derrocada da empresa levou até mesmo ao fechamento do Guangzhou Evergrande, grande time do futebol chinês. O octacampeão da Superliga Chinesa e bicampeão da Liga dos Campeões da Ásia foi impedido pela Associação Chinesa de Futebol de participar de competições profissionais devido às suas imensas dívidas no ano passado. Como resultado, o clube foi extinto.
De acordo com a emissora de televisão estatal CCTV, o total de sentenças ditadas hoje no âmbito do caso é de 56, com pena mínima de um ano e dez meses.
Xu, que chegou a ser o homem mais rico da China e que estava em prisão domiciliar desde o final de 2023, tinha se declarado culpado em abril dos numerosos crimes dos quais era acusado, expressando também seu “arrependimento”.
“Entre 2016 e 2021, Evergrande Group, Evergrande Real Estate e Xu Jiayin violaram as leis nacionais e, mediante práticas de falsificação financeira continuada e em grande escala, inflaram artificialmente os ativos e ocultaram passivos, cometendo crimes de captação ilegal de depósitos públicos, captação fraudulenta de fundos, emissão fraudulenta de valores mobiliários e divulgação irregular de informações [financeiras]”, indicou o tribunal em comunicado.
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Fonte: Gazeta Mundo


