Receba notícias por email
América Latina
Guerra EUA x Irã
Por John Lucas
Por John Lucas
18/08/2026 às 23:18
18/08/2026 às 23:18
Dê de presente
Prefira a Gazeta no Google
Ouça este conteúdo
O regime da Rússia ameaçou nesta segunda-feira (17) o Reino Unido com consequências após confirmar que drones produzidos por empresas britânicas foram usados pela Ucrânia em ataques contra alvos militares e industriais dentro do território russo.
Em comunicado divulgado pela embaixada russa em Londres, Moscou acusou o governo britânico de escolher deliberadamente uma escalada da guerra e classificou o Reino Unido como “cúmplice e coautor” dos ataques realizados por Kiev.
“As ações de Londres terão, inevitavelmente, consequências pelas quais terá de responder”, afirmou a representação diplomática russa. A embaixada também disse que, quanto maior for o envolvimento britânico no conflito e o apoio à Ucrânia, “maior será o preço” a ser pago pelo país.
A reação ocorreu depois que o jornal britânico The Sunday Times revelou que drones fabricados por duas empresas do Reino Unido haviam sido utilizados pelas forças ucranianas para atingir instalações dentro da Rússia. Fontes do Ministério da Defesa britânico confirmaram ao The Guardian que os equipamentos haviam sido empregados nos ataques.
Um dos modelos identificados é o Nyan, produzido pela BAE Systems. Segundo o The Guardian, o equipamento custa cerca de 100 mil libras e é um drone de médio porte, movido a jato, capaz de transportar uma carga explosiva relativamente pequena a distâncias superiores a 240 quilômetros.
O Reino Unido, no entanto, já forneceu à Ucrânia armamentos de maior poder destrutivo e alcance semelhante, como os mísseis de cruzeiro Storm Shadow. Londres também anunciou em abril seu maior pacote de drones para Kiev, com pelo menos 120 mil aparelhos, incluindo modelos de ataque de longo alcance, reconhecimento, logística e uso marítimo, segundo informou a Al Jazeera.
Segundo a BBC, fontes militares confirmaram que drones fornecidos pelo Reino Unido participaram de ataques recentes efetuados pela Ucrânia que teriam causado bilhões em prejuízos econômicos à Rússia.
A ameaça de Moscou não especificou quais medidas poderiam ser tomadas contra o Reino Unido. O ex-vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia Andrei Fedorov, porém, disse à BBC que as “consequências” poderiam incluir ataques.
O governo britânico reagiu às ameaças afirmando que não pretende reduzir o apoio à Ucrânia. O primeiro-ministro Andy Burnham, do Partido Trabalhista, disse nesta terça-feira (18) que Londres continuará apoiando Kiev “100%” e afirmou que o país não abandonará a Ucrânia em meio à guerra. Segundo Burnham, o Reino Unido continuará fornecendo equipamentos para que os ucranianos possam se defender da invasão russa. “Não somos amigos apenas nos bons momentos”, afirmou.
VEJA TAMBÉM:
Russos retiram bilhões dos bancos por receio de confisco pelo regime Putin
Após aceno de Trump a Kim, Rússia diz que luta com Coreia do Norte por “nova ordem mundial”
Rússia fica estagnada em inovação e busca alternativas na corrida tecnológica militar
Deixe sua opinião
Encontrou algo errado na matéria?
Comunique erros
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Principais Manchetes
Novas mensagens de Lulinha indicam tráfico de influência e abrem espaço para Flávio crescer
A gastança governamental começa a derrubar o varejo
Nove sinais de que a agenda woke está em crise
Petróleo na Margem Equatorial: 9 pontos para entender a descoberta e os próximos passos
Tudo sobre:
Rússia
Receba nossas notícias NO CELULAR
WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.
Fonte: Gazeta Mundo


