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Guerra EUA x Irã
Por John Lucas
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18/08/2026 às 18:53
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A economia da China começou este segundo semestre dando sinais de perda de força em diferentes áreas, aumentando a preocupação de analistas sobre a capacidade de Pequim de sustentar o ritmo de crescimento esperado para este ano. Dados divulgados pelo regime comunista mostraram desempenho abaixo das previsões nos setores da indústria, consumo e de investimentos.
Segundo o Escritório Nacional de Estatísticas da China, a produção industrial até cresceu 4,5% em julho na comparação com o mesmo mês do ano passado. Contudo, o resultado marcou uma desaceleração em relação aos 5,3% registrados em junho e ficou abaixo da estimativa de 4,8% apontada por economistas.
As vendas no varejo também perderam força. De acordo com os dados oficiais, o indicador avançou apenas 0,6% em julho, abaixo da alta de 1% observada em junho e bem distante da expectativa de 1,5% do mercado. O desempenho fraco ocorreu mesmo durante o período de férias de verão, quando o turismo costuma estimular o consumo.
Outro sinal de enfraquecimento veio dos investimentos. Conforme números oficiais citados pela Bloomberg, o investimento em ativos fixos recuou 6,7% nos primeiros sete meses deste ano em relação ao mesmo período de 2025. No primeiro semestre, a queda havia sido de 5,7%, o que indica que o quadro piorou.
O mercado de trabalho também apresentou problemas. A taxa de desemprego urbano medida pelo regime subiu de 5% em junho para 5,2% em julho.
Os números aumentaram a preocupação de economistas com o ritmo de crescimento da China no restante do ano. À Bloomberg, Jacqueline Rong, economista-chefe para a China do BNP Paribas, avaliou que os dados de julho apontam para um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) chinês próximo de 4,1%, abaixo dos cerca de 4,3% que, segundo seus cálculos, seriam necessários neste segundo semestre para que Pequim alcance a meta anual de crescimento, de 4,5% a 5%.
A economia chinesa já havia desacelerado no segundo trimestre, quando o PIB cresceu 4,3% entre abril e junho na comparação com o mesmo período do ano anterior, abaixo dos 5% registrados nos três primeiros meses de 2026 e também da expectativa de 4,5% do mercado, segundo informou a agência Reuters.
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Fonte: Gazeta Mundo


