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Por Guilherme Grandi
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18/08/2026 às 15:59
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Trabalhadores dos bancos de todo o país vão paralisar as atividades por 24 horas nesta quinta-feira (20) após a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) não apresentar uma proposta de reajuste salarial satisfatória na última rodada da campanha deste ano da categoria.
A decisão ocorreu depois de uma reunião de quase oito horas realizada na semana passada e confirmada nesta terça-feira (18), na qual os bancos apresentaram propostas consideradas insuficientes pelos trabalhadores. Entre elas estavam o congelamento do piso de ingresso para novos bancários e reajustes diferentes para três faixas salariais, sem definição dos critérios ou percentuais.
“Não aceitaremos retirada de direitos. Vamos defender a minuta aprovada pelos bancários e bancárias, por aumento real, valorização nos pisos, tíquetes, PLR e criação de um piso para os trabalhadores de TI”, afirmou Juvandia Moreira, coordenadora do Comando Nacional dos Bancários.
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Antes disso, a Fenaban chegou a propor a redução dos valores dos vales-refeição e alimentação para trabalhadores de cidades do interior. A ideia previa possibilidade de aumento dos benefícios apenas nas grandes capitais, mas os bancos recuaram após um intervalo na negociação.
A paralisação foi anunciada pela Contraf e pelos sindicatos estaduais da categoria. O movimento pretende pressionar os bancos por mudanças na proposta e pela retomada das negociações com avanços considerados essenciais pelos trabalhadores.
“Os bancos frustraram os trabalhadores sem apresentar nenhuma proposta de índice de reajuste salarial, somente as de congelamento do piso de ingresso para os novos bancários e reajustes diferenciados para três faixas salariais, mas sem dizerem quais seriam os parâmetros dessas faixas e nem os percentuais que seriam definidos para cada uma delas”, disse a Contraf em um comunicado.
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Pedidos dos bancários
Entre as principais reivindicações dos bancários estão:
Aumento real dos salários e demais remunerações;
Valorização da Participação nos Lucros e Resultados (PLR);
Recomposição dos vales-refeição e alimentação;
Manutenção dos empregos e mais contratações;
Fim do fechamento de agências;
Combate às metas abusivas e ao assédio algorítmico;
Igualdade de oportunidades para mulheres, negros, pessoas com deficiência e população LGBTQIA+;
Criação de um piso salarial para trabalhadores de Tecnologia da Informação (TI).
A Contraf também defende a manutenção da mesa única de negociação e da cobertura da Convenção Coletiva de Trabalho para toda a categoria. Segundo a entidade, a criação de um piso específico para profissionais de TI também está entre os pontos centrais da campanha.
Para Neiva Ribeiro, presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo e coordenadora do Comando Nacional, o resultado das assembleias demonstra a insatisfação da categoria com a proposta apresentada pelos bancos. Ela citou ainda os mais de R$ 124 bilhões de lucro registrados pelo setor em 2025.
“Também reforça que a categoria não aceitará propostas sem avanços concretos em temas essenciais, como reajuste salarial, valorização da PLR e recomposição dos vales-refeição e alimentação. Vamos intensificar a mobilização e dar um grande recado na paralisação do dia 20”, afirmou.
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Fonte: Gazeta Economia


