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Marabraz pede recuperação judicial de cinco empresas

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Por Vinicius Macia

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17/08/2026 às 07:25

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Cinco empresas do conglomerado das Lojas Marabraz entraram com um pedido de recuperação judicial no último sábado (15) na Justiça de São Paulo. O processo foi distribuído ao juiz Henrique Inoue, da 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais. O valor da causa é de R$ 141 milhões.

Assinam o pedido de recuperação judicial as empresas Jaraguá Comercial, Comercial de Móveis Jordanésia, Comercial Móveis das Nações, Comercial Zena Móveis e Monta Móveis Prestadora de Serviços.

De acordo com uma nota publicada pela Marabraz (leia na íntegra ao final), a decisão é motivada pelos desafios enfrentados pelo setor varejista. O texto ainda cita como prioridade manter empregos e a relação com clientes e fornecedores.

A empresa foi fundada em 1972 pelo imigrante libanês Abdul Hadi Mohamed Fares, como Credi-Fares. Após a morte de Fares, em 1978, os filhos assumiram o controle. O nome com o qual se tornaria famosa só veio em 1986. Quatro anos depois, surgiria o slogan "Lojas Marabraz, preço menor ninguém faz", que ampliou a repercussão nacional e marcou o início da expansão.

Das cinco empresas que participam do processo, apenas a Comercial de Móveis Jordanésia possui inscrições na dívida ativa federal. O montante soma R$ 11,7 milhões, a maior parte (R$ 10,5 milhões) em débitos previdenciários.

A recuperação judicial é um mecanismo previsto em lei para empresas que enfrentam dificuldades financeiras, mas ainda fora do risco iminente de falência. O processo permite negociar dívidas com credores sob supervisão da Justiça, com o objetivo de evitar a falência e preservar a atividade da empresa.

VEJA TAMBÉM:

Marabraz: uma análise sobre a disputa jurídica na sucessão de grandes empresas

Nota da Marabraz

"Há mais de 5 décadas, a rede de lojas Marabraz vem construindo sua trajetória no varejo brasileiro pautada por valores inegociáveis: o respeito e a dedicação aos clientes, fornecedores e funcionários.

Diante dos desafios enfrentados pelo setor varejista e com o objetivo de preservar a continuidade de suas atividades, a Marabraz ajuizou pedido de recuperação judicial.

A medida representa uma decisão responsável para promover a reestruturação da operação, organizar compromissos e criar condições para a continuidade dos negócios.

A empresa permanece em operação, com lojas abertas, e reafirma seu compromisso com a transparência e com o cumprimento das etapas estabelecidas na legislação.

O processo terá como prioridades a preservação de empregos e a manutenção das relações construídas ao longo de sua história com clientes, fornecedores e parceiros.

A Marabraz está empenhada em atravessar este período com responsabilidade, preservar sua operação e se fortalecer para um novo ciclo de crescimento, reforçando o valor de sua marca para honrar o legado construído com ética, respeito e confiança".

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Fonte: Gazeta Economia

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