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Como Vorcaro atuava para ampliar o apoio ao Master no governo e no Congresso

Investigação revela esquema de influência política

Um relatório da Polícia Federal (PF) na Operação Compliance Zero revela uma sofisticada estrutura de captura de agentes públicos e influência política, dentro e fora de Brasília, com tentáculos que poderiam levar ao governo federal e ao Congresso.

Jaques Wagner no centro das investigações

O senador Jaques Wagner (PT-BA) é apontado como um dos principais interlocutores e beneficiários do esquema montado pelos gestores do Master, Daniel Vorcaro e Augusto Lima, para blindar e expandir negócios do conglomerado.

Jaques Wagner disse estar “muito tranquilo” por ter “certeza de que vai provar sua inocência”. Ele afirmou também que não comentaria detalhes do inquérito por orientação da defesa.

Influência do Master no governo e no Congresso

A influência do Master, segundo a PF, não se limitava a um único gabinete no Legislativo e a conduta de outros parlamentares é investigada em outras frentes da apuração.

Mensagens extraídas dos celulares dos investigados sugerem que o banco cultivava a imagem de onipresença nos altos escalões do poder no Legislativo e demonstrava proximidade com núcleos da administração federal.

Proximidade com o governo federal

Essa percepção era utilizada como uma espécie de ferramenta de marketing. Vorcaro chegou a se manifestar, ainda em 2025, sobre quem no governo apoiaria a polêmica aquisição do Master pelo Banco Regional de Brasília (BRB).

Em uma conversa por aplicativo de troca de mensagens, Vorcaro chegou a nominar figuras centrais, como Rui, uma referência que para a PF pode se referir ao ex-ministro da Casa Civil de Lula Rui Costa (PT-BA), o senador e ex-líder do governo no Senado Jaques Wagner, e Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia.

Suposta rede de corrupção

A investigação aponta que a suposta rede não ocorria apenas por meio de bens imóveis, mas também por pagamentos diretos a empresas do núcleo familiar do senador.

A BN Financeira (ou BN Representações), de propriedade de uma nora do senador e de um enteado seu, teria recebido repasses milionários sem a prestação de serviços correspondentes.

Repasse de valores

Um dos registros mais contundentes alertados pela PF seria uma transferência de R$ 3,5 milhões efetuada por uma empresa do grupo Master que opera o Credcesta, em outubro de 2025, às vésperas da liquidação do banco.

Diálogos mostrariam uma pessoa próxima ao senador cobrando “previsões” de pagamento de Augusto Lima de forma insistente.

Conclusão

A representação da PF ao STF reforça ainda que o Master operava um “hub financeiro, patrimonial e logístico” destinado a cooptar agentes públicos de alto escalão e, nesta frente, pessoas supostamente próximas ao governo.

A utilização sistemática de fundos de investimento, empresas de fachada e linguagem cifrada demonstrariam que os investigados tinham consciência da ilicitude e capacidade ativa para suposta obstrução da justiça.

Fonte: Gazeta Política

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