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Flávio Dino nega uso de carro oficial do TJ-MA em postagem no Instagram

Ministro do STF Flávio Dino nega uso de carro oficial

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino negou, em postagem no Instagram, que usaria carros oficiais do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA) em atividades particulares. Na publicação, ele aparece ao lado de uma SUV, em uma praia não identificada, e afirma que o vídeo é antigo, de antes de sua posse no STF, e que o carro é particular.

Ele escreveu: “Informo, mais uma vez, que esse vídeo em que apareço na praia – abrindo a porta de um carro – é bem antigo, quando não era ministro do STF. E aquele carro mostrado é particular. Basta ver a data no print: maio de 2023. Minha posse no STF foi em 2024”.

Denúncia sobre uso de carro do TJ-MA

A denúncia sobre o uso do carro oficial do TJ-MA foi feita pelo jornalista Luís Pablo, em novembro de 2025. Segundo a reportagem, o veículo era uma Toyota SW4 blindada do TJ-MA, usada por familiares do ministro em atividades privadas.

Dino sustenta que o carro era particular e que as imagens, de maio de 2023, são anteriores à sua posse na corte. Ele lamenta que a “indústria criminosa de fake news e manipulações” gere ainda mais ódio, com isso mais ataques, e, portanto, mais necessidade de segurança, em um ciclo sem fim.

Investigação mira a fonte do repórter

A investigação sobre o caso avançou em 11 de agosto de 2026, quando o ministro Alexandre de Moraes autorizou buscas contra a fonte do repórter. A PF confiscou dispositivos eletrônicos do ex-secretário de Segurança do Maranhão, Raimundo Cutrim, que teria fornecido “suporte material e financeiro” a práticas que colocariam em risco a integridade física de Dino e de seus familiares.

A sucessão de operações gerou repúdio de entidades de imprensa nacionais e internacionais. A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) classificou a ação como “uma grave ameaça” ao exercício livre do jornalismo no Brasil.

Conflito de interesses na corte

O caso tramita no STF por meio do “Inquérito das Fake News”, instrumento de competência contestada por criminalistas. O episódio carrega um conflito de interesses que preocupa especialistas, pois Dino figura como suposta vítima na investigação conduzida por Moraes, mas é ele mesmo quem relata outro inquérito contra o informante Cutrim no STF.

Advogados especialistas em direito constitucional e processo penal defendem a aparência objetiva de imparcialidade e sustentam que o processo precisa parecer imparcial aos olhos da sociedade.

Fonte: Gazeta Política

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