Introdução ao modelo de segurança
O governo do Equador, liderado por Daniel Noboa, está enfrentando obstáculos significativos para implementar o modelo de segurança de El Salvador, que foi adotado por Nayib Bukele. O modelo de tolerância zero contra o crime tem sido difícil de replicar devido às diferenças na estrutura das facções criminosas e às limitações jurídicas no Equador.
Diferenças entre os grupos criminosos
A principal diferença entre os grupos criminosos dos dois países é a escala e o poder financeiro. Enquanto El Salvador lida com gangues urbanas locais, o Equador enfrenta cartéis transnacionais gigantescos, como o cartél de Sinaloa. Esses grupos têm recursos financeiros quase ilimitados e uma estrutura mais complexa e poderosa, o que torna o enfrentamento militarizado menos eficaz.
Medidas implementadas pelo governo equatoriano
Desde que assumiu o poder em 2023, o presidente Daniel Noboa adotou medidas enérgicas, como a declaração de conflito armado interno, que militarizou ruas e presídios em todo o país. Ele também seguiu o exemplo salvadorenho ao construir uma prisão de segurança máxima em uma área isolada da província de Santa Elena.
Obstáculos jurídicos e financeiros
O Equador enfrenta barreiras no Poder Judiciário, com juízes impostando limites rígidos à renovação constante dos estados de exceção. Além disso, o país sofre com um déficit fiscal crônico e um alto endividamento com o Fundo Monetário Internacional (FMI), o que restringe a capacidade do governo de manter investimentos pesados e duradouros em segurança pública no longo prazo.
Desafios geográficos
A geografia do Equador representa um desafio logístico enorme em comparação ao pequeno território de El Salvador. O Equador possui fronteiras vulneráveis e áreas de geografia difícil, o que favorece o esconderijo e a movimentação de cartéis internacionais e seus aliados locais.
Fonte: Gazeta Mundo


