Crise migratória gera desgaste político
A crise migratória gerou um forte desgaste na confiança entre Espanha e Marrocos, os dois principais pilares da candidatura conjunta que também inclui Portugal. Após a entrada em massa de imigrantes ilegalmente em território espanhol, partidos políticos da Espanha começaram a questionar se o país africano é um parceiro leal.
Impacto na organização do Mundial de 2030
A crise migratória afeta a organização do Mundial de 2030, pois partidos políticos da região pressionam governos para excluir o Marrocos da parceria esportiva, alegando falta de confiança e cooperação em questões de segurança e fronteira. Embora existam acordos econômicos e diplomáticos pesados já em andamento, o clima de instabilidade política ameaça a harmonia necessária para gerir um evento de escala global.
Propostas dos partidos espanhóis
O partido de esquerda Sumar sugeriu oficialmente que o Marrocos perca o direito de ser sede, alegando que o país não deveria receber o prestígio internacional da Fifa enquanto houver dúvidas sobre sua gestão nas fronteiras. No outro espectro, o partido de direita Vox classificou a realização do Mundial em conjunto como uma ‘humilhação deliberada’, afirmando que os recentes incidentes em Ceuta destruíram a base de cooperação.
Posição de Portugal
Em Portugal, a preocupação foca na segurança e no controle de movimentação de pessoas. André Ventura, líder do partido Chega, chegou a solicitar que o primeiro-ministro Luís Montenegro suspenda a livre circulação com a Espanha. O argumento é que políticas migratórias espanholas, consideradas por eles como negligentes ou de ‘portas abertas’, estariam colocando em risco a segurança portuguesa.
Risco de mudança na organização da Copa
Especialistas acreditam que uma mudança radical é pouco provável devido aos altos investimentos e compromissos já assumidos. No entanto, o sucesso de 2030 será um teste definitivo para o modelo de Copas sediadas em vários países. Se as brigas por fronteiras e territórios continuarem a contaminar a organização, a Fifa pode decidir voltar ao formato de sede única ou apenas entre vizinhos com extrema integração.
Fonte: Gazeta Mundo


