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Polônia prende russo acusado de planejar assassinato de um americano a mando do Kremlin

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Guerra EUA x Irã

Por John Lucas

Por John Lucas

13/08/2026 às 23:43

13/08/2026 às 23:43

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O governo da Polônia disse nesta quinta-feira (13) que prendeu um cidadão russo acusado de planejar o assassinato de um homem com dupla nacionalidade americana e ucraniana em Varsóvia. Segundo o primeiro-ministro Donald Tusk, o cidadão russo teria sido recrutado pelos serviços de inteligência da Rússia para matar uma pessoa considerada “inconveniente” para o regime de Vladimir Putin.

O russo, de 29 anos, foi detido no último dia 7 na capital polonesa. De acordo com as autoridades locais, ele foi acusado de preparar um homicídio e teve a prisão preventiva decretada por três meses enquanto a investigação do caso avança.

Tusk afirmou que o plano foi interrompido no último momento graças à atuação da Agência de Segurança Interna da Polônia e da polícia. O primeiro-ministro não revelou a identidade do alvo nem explicou por que ele era considerado um problema para Moscou. O primeiro-ministro disse ainda que o governo polonês trabalha com a hipótese de que o regime de Putin continuará tentando eliminar pessoas consideradas inconvenientes no exterior.

Segundo Tusk, este seria o primeiro caso conhecido em que uma pessoa teria agido sob ordens da Rússia para atacar um cidadão americano no território de outro país integrante da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

O premiê classificou o episódio como um “sinal muito perigoso” e afirmou que Varsóvia poderá enfrentar novas tentativas semelhantes. A prisão foi realizada em cooperação com autoridades dos Estados Unidos, segundo Tomasz Siemoniak, ministro polonês responsável pela supervisão dos serviços de segurança.

Polônia acusa Rússia de ampliar ações clandestinas

A Polônia tem acusado Moscou de promover operações de espionagem, sabotagem e outras ações clandestinas em seu território desde o início da invasão da Ucrânia, em fevereiro de 2022.

O país ocupa uma posição estratégica na fronteira leste da Otan e funciona como um dos principais corredores para o envio de armas, equipamentos e outros suprimentos destinados à Ucrânia. Autoridades polonesas afirmam que essa função tornou o país um alvo frequente de operações ligadas à inteligência russa.

Autoridades europeias já acusaram Moscou, em outros episódios, de envolvimento em ataques ou planos contra dissidentes e pessoas ligadas à guerra da Ucrânia em países como Reino Unido, Alemanha e Lituânia. A Rússia costuma rejeitar essas acusações e afirma que governos ocidentais promovem uma campanha de hostilidade contra Moscou.

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Fonte: Gazeta Mundo

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