EconomiaDivergência sobre aval da União para empréstimo ao BRB

Divergência sobre aval da União para empréstimo ao BRB

Audiência de conciliação sem acordo

A audiência de conciliação entre a União e o Banco de Brasília (BRB) realizada no dia 13 de agosto de 2026, conduzida pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), não resultou em um acordo. O BRB necessita de um empréstimo de R$ 6,6 bilhões para recompor suas contas após negociações envolvendo o Banco Master.

Acordo anterior e necessidade de empréstimo

Em maio de 2026, o Executivo e o governo do Distrito Federal firmaram um acordo para viabilizar uma operação de crédito, sem aval da União, com participação do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), garantia de um conjunto de bancos e contragarantias vinculadas aos fundos de participação do DF.

Posições divergentes

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, e a governadora do Distrito Federal, Celina Leão, apresentaram posições divergentes sobre a concessão de aval do governo federal. Celina Leão defendeu a viabilidade da operação, enquanto Dario Durigan reiterou a posição contrária à concessão de aval, argumentando que a União não tem relação com o problema gerado pelo governo do DF e o BRB.

Principais entraves para as negociações

De acordo com o STF, os principais entraves para as negociações incluem a segurança das garantias oferecidas aos bancos em caso de inadimplência e as informações necessárias para a análise do plano de negócios do BRB. Em setembro de 2025, o Banco Central rejeitou a compra do Master pelo BRB após detectar suspeitas de fraudes e compra de ativos sem lastro.

Fonte: Gazeta Economia

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