EconomiaQuarto mandato de Lula pode levar a crise fiscal profunda, afirma ex-ministro

Quarto mandato de Lula pode levar a crise fiscal profunda, afirma ex-ministro

Crise fiscal profunda

Um quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pode levar o Brasil a uma crise fiscal profunda, com consequências econômicas, sociais e institucionais difíceis de reverter, segundo Adolfo Sachsida, ex-ministro de Minas e Energia de Jair Bolsonaro (PL).

De acordo com Sachsida, um novo governo Lula tenderia a gastar mais, hostilizar o mercado e contar com blindagem do Supremo Tribunal Federal (STF). Além disso, o ex-ministro afirma que o Supremo seguirá avançando sobre matérias fora de sua área de competência legal e recorrendo a inquéritos e procedimentos controversos contra quem ousasse questioná-lo.

Consequências econômicas

O economista ressaltou que, com a dívida pública em trajetória explosiva, juros elevados e expectativas em deterioração constante, o Brasil chegaria a 2028 em uma crise de grandes proporções. Além disso, Sachsida enfatiza que, diante desse cenário, o controle da inflação continuará desafiador, o que obrigará o Banco Central a manter a taxa Selic elevada, mantendo caro o crédito para famílias e empresas.

As expectativas do mercado financeiro para um eventual quarto mandato de Lula são pessimistas. Levantamento semanal do Boletim Focus, do Banco Central, mostra que analistas de mercado estimam que o endividamento chegue a 100% do PIB em 2034. A Instituição Fiscal Independente (IFI), braço do Senado para o acompanhamento das contas públicas, mostrou-se ainda mais pessimista, projetando que isso seria alcançado já em 2031.

Desafio fiscal

Grandes instituições financeiras sinalizam uma acentuada desaceleração na economia para 2027, influenciada por questões fiscais. A XP Investimentos prevê alta real do PIB de 1% para este ano, que seria a menor desde a pandemia, devido a questões como o menor impulso fiscal e parafiscal — gastos do governo que não passam pelo Orçamento oficial.

Além das projeções, os bancos também avaliam o desafio fiscal. Segundo analistas do Itaú, o desafio estrutural do governo brasileiro é muito grande e vai exigir medidas para conter a tendência de expansão dos gastos públicos na gestão Lula. Já especialistas do Bradesco enfatizam a necessidade de ampliar o esforço primário — o ajuste nas contas para gerar superávit — persistentemente para dar credibilidade às regras fiscais vigentes.

Fonte: Gazeta Economia

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