PolíticaMST picha muro da Embaixada dos EUA com agressões ao governo Trump

MST picha muro da Embaixada dos EUA com agressões ao governo Trump

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Alexandre Garcia

Por Guilherme Grandi

Por Guilherme Grandi

13/08/2026 às 11:54

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Atualizado em13/08/2026 às 12:09

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O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) pichou o muro da Embaixada dos Estados Unidos, em Brasília, na manhã desta quinta-feira (13), com palavras de ordem contra o governo do presidente Donald Trump, em um protesto que também teve a presença de pessoas vestidas de palhaço. A Polícia Civil investiga o caso, tenta identificar os responsáveis e confirmou ainda um princípio de incêndio, já extinto, na área da representação diplomática.

A pichação foi confirmada pelo próprio MST e atribuída à sua juventude e ao “Levante Popular da Juventude” que escreveram em português e inglês a frase “EUA fazem guerra e lucram com a morte”. Cartazes e outros materiais utilizados no protesto foram recolhidos pela perícia, enquanto nenhum suspeito havia sido identificado até o momento.

A Gazeta do Povo procurou a Embaixada dos Estados Unidos em Brasília para se pronunciar sobre a pichação e aguarda retorno.

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A pichação foi registrada na 1ª Delegacia de Polícia, na Asa Sul do Plano Piloto de Brasília, que busca esclarecer quem participou da manifestação e quais foram as circunstâncias do princípio de incêndio.

Durante a ação, os jovens do MST portaram um cartaz com os dizeres “Indústria da Guerra dos EUA = mortes, fome e a destruição da natureza”, acusando o país norte-americano de financiar fortemente o fornecimento de armamentos bélicos no mundo.

Na mesma publicação, o movimento afirma que a ação ocorreu de forma “coletiva e pacífica”, em que a “juventude organizada protesta contra a indústria bélica e política imperialista dos EUA, que são os grandes responsáveis pela morte de milhares de pessoas, pela guerra, pela fome e por bloqueios e sanções criminosas contra os povos da América Latina e do mundo”.

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Tensões entre Brasil e EUA

O protesto ocorre em um momento de aumento das tensões entre Brasil e Estados Unidos e também em meio ao conflito envolvendo o país norte-americano, Israel e Irã. Há sete meses, os países estão em guerra contra a nação persa, enquanto as negociações para encerrar o confronto avançam lentamente e os efeitos do conflito atingem diferentes partes do mundo.

Entre as consequências citadas está o bloqueio do Estreito de Ormuz, uma importante rota para o transporte mundial de petróleo e consequente efeito nos preços dos combustíveis.

Além da tensão internacional, o protesto é agravado pela relação entre Brasília e Washington nos campos diplomático e comercial. Em meados do mês passado, o governo de Donald Trump impôs um tarifaço de 37,5% aos produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos por supostas práticas comerciais desleais, falhas no combate ao desmatamento e ao trabalho forçado.

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reagiu e acionou formalmente os Estados Unidos na Organização Mundial do Comércio (OMC) no final de julho. Apesar disso, a gestão Trump já sinalizou que gostaria de negociar com o Brasil os termos do tarifaço.

Há, ainda, a crise diplomática entre os dois países após os Estados Unidos suspenderam o visto da embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti, supostamente pela demora do Brasil em aprovar a indicação do político republicano Daniel Perez para comandar a Embaixada dos Estados Unidos em Brasília.

O governo brasileiro ainda não concedeu o agrément, autorização necessária para que um embaixador estrangeiro assuma oficialmente o posto. Brasília também criticou Washington por ter tornado pública a indicação de Perez antes da concessão dessa autorização, ampliando o desgaste entre os dois países.

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Fonte: Gazeta Política

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