Terremoto na Colômbia e o papel da UNGRD
A Unidade Nacional para a Gestão do Risco de Desastres da Colômbia (UNGRD) está coordenando as ações de emergência no país após o terremoto de magnitude 7,4 que devastou diversas cidades, deixando centenas de mortos e mais de mil feridos. No entanto, o órgão está no centro de um escândalo de corrupção que envolve o desvio de recursos públicos milionários e o pagamento de propinas a políticos durante o governo do ex-presidente Gustavo Petro.
Investigações e escândalo de corrupção
Investigações revelaram um amplo esquema de corrupção envolvendo recursos administrados pela UNGRD. Parte do dinheiro desviado do órgão teria sido usado para pagar propinas a congressistas colombianos em troca de apoio a reformas defendidas pelo então governo esquerdista. Um dos principais episódios do escândalo envolve um contrato para a compra de caminhões-pipa destinados a levar água à população da província de La Guajira.
Políticos envolvidos
Entre os políticos envolvidos no escândalo estão os ex-presidentes do Senado Iván Name e da Câmara dos Deputados Andrés Calle. Segundo um processo que está sendo analisado pela Suprema Corte da Colômbia, Name teria recebido cerca de US$ 750 mil, enquanto Calle teria recebido cerca de US$ 250 mil em propinas, provenientes de recursos que deveriam ser utilizados pela UNGRD na gestão de desastres.
O caso não ficou restrito apenas aos dois ex-chefes do Congresso. O escândalo também atingiu antigos dirigentes da própria UNGRD e integrantes do alto escalão do governo Petro. Até o presente momento, Iván Name e Andrés Calle seguem presos e respondem ao processo por receber propinas.
Fonte: Gazeta Mundo


