Introdução
A conta de luz no Brasil é um dos principais entraves à produtividade nacional, devido ao seu alto custo em relação à renda dos consumidores. De acordo com um estudo do economista Daniel Duque, do Centro de Liderança Pública (CLP), o valor relativo da energia elétrica no Brasil é mais alto do que em 77 países.
Causas do problema
O problema não está na geração de energia em si, que é uma das mais renováveis do planeta, mas sim em impostos, perdas no sistema e distorções regulatórias. O estudo aponta que uma reforma estrutural no setor elétrico poderia reduzir os custos em até 32%.
Perdas no sistema
As perdas totais no sistema chegam a 14,3% da energia distribuída, sendo que quase metade disso (7,1%) decorre de perdas não técnicas, como furtos e fraudes. Além disso, a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) é um grande vilão, com um orçamento de R$ 49,2 bilhões em 2025.
Consequências
O custo elevado da energia atua como um desincentivo direto à expansão das empresas e operações industriais mais complexas que demandam alto consumo de energia. Isso significa que a eletricidade no Brasil pesa muito mais em relação à renda do que em outros países emergentes ou desenvolvidos.
Reforma no setor
Uma reforma isolada da CDE poderia reduzir o indicador de custo em paridade de poder de compra de US$ 0,357 para US$ 0,322. Já uma reforma agressiva, que combinasse a redução de encargos e perdas com ajustes tributários, poderia levar a tarifa para US$ 0,241 (-32,5%) em termos relativos.
Conclusão
Em resumo, a conta de luz no Brasil é um dos principais obstáculos à competitividade do país, devido ao seu alto custo em relação à renda dos consumidores. Uma reforma estrutural no setor elétrico é necessária para reduzir os custos e tornar a energia mais acessível e competitiva.
Fonte: Gazeta Economia


