Demanda por Crédito Cresce 16,5% em 12 Meses
A procura por empréstimos no Brasil apresentou um crescimento significativo nos 12 meses encerrados em junho, com um aumento de 16,5%, impulsionada principalmente pelos consumidores de menor renda, de acordo com o Indicador de Demanda dos Consumidores por Crédito da Serasa Experian.
O maior avanço foi registrado entre os consumidores que recebem de 1 a 2 salários mínimos, com uma alta de 35,2% no período. Isso indica que mais famílias têm recorrido ao crédito para equilibrar as contas.
Demandas por Faixas de Renda
A demanda por empréstimos aumentou em praticamente todas as faixas de renda, mas em ritmos diferentes. O crescimento foi de 18,1% para quem ganha até 1 salário mínimo, de 16,1% para rendimentos entre 5 e 10 salários mínimos e de 12,9% entre aqueles com renda superior a 10 salários mínimos.
A faixa de 2 a 5 salários mínimos foi a única a registrar queda, com uma redução de 1,5%.
Análise da Economista
De acordo com Camila Abdelmalack, economista-chefe da Serasa Experian, o avanço mais intenso da demanda por crédito entre os consumidores de menor renda mostra que, nesse segmento, a necessidade de acesso ao crédito continua prevalecendo mesmo em um ambiente de custo elevado.
Além disso, a economista destaca que, para muitas famílias, o empréstimo deixou de ser uma ferramenta voltada ao consumo e passou a ser utilizado para manter as despesas básicas em dia.
Utilização de Modalidades de Crédito Rotativo
A pesquisa da Serasa Experian também apontou que os brasileiros de menor renda passaram a utilizar mais as modalidades de crédito rotativo, que concentram as taxas de juros mais altas do mercado.
Levantamento do Banco Central apontou que, no cartão de crédito, a taxa chegou a 432,1% neste ano.
Ranking Nacional de Crescimento da Procura por Empréstimos
Entre os estados com o maior crescimento da procura por empréstimos nos últimos 12 meses, o Mato Grosso liderou o ranking nacional com alta de 29,9%, seguido por Acre (24,8%), Roraima (24,4%), Amapá (22,6%), Mato Grosso do Sul (22,1%) e Rio Grande do Sul (22,1%).
Já o Distrito Federal (11,4%), Santa Catarina (12,8%) e São Paulo (13,2%) registraram os menores avanços.
Fonte: Gazeta Economia


