Introdução ao tema
O pesquisador e autor peruano Rafael Aíta questiona a crença de que o catolicismo foi imposto à força aos incas. Em entrevista à EWTN Noticias, Aíta argumentou que a conversão de muitos membros da nobreza inca foi um processo complexo, marcado pelo diálogo e pela descoberta de pontos em comum entre suas crenças e o cristianismo.
A conversão dos incas
Aíta explica que os primeiros a se converter foram incas, e não apenas Atahualpa, que muitos diriam que foi batizado para evitar ser queimado vivo. Depois dele, houve outros incas que solicitaram voluntariamente o batismo.
O historiador também destaca a fundação da primeira paróquia em Cusco, que foi fundada por um inca, filho de Huayna Capac, e não por um espanhol ou sacerdote.
Evidências históricas
Aíta apresenta várias evidências históricas que demonstram a presença da nobreza inca que abraçou plenamente a fé católica, incluindo pinturas e documentos que mostram a participação dos incas em celebrações religiosas.
Um exemplo é a pintura que retrata o porta-estandarte real do Inca caminhando atrás da custódia que carrega a Eucaristia, colocando a coroa do Inca aos pés de Jesus Cristo.
Conclusão
Aíta conclui que a fé católica permanece profundamente enraizada no Peru porque faz parte de suas raízes, e não é algo imposto. Ele acredita que a solenidade de Corpus Christi se tornou uma das celebrações religiosas mais importantes de Cusco, e continua a atrair participação pública massiva até hoje.
Fonte: Gazeta Mundo


